Mercado suíno chega ao fim de maio com preços em queda

Queda acompanhou a tradicional tendência de mercado menos aquecido na segunda quinzena do mês

iG Minas Gerais | Da redação |

O mês de maio encerrou com preços em leve queda no mercado suíno
Divulgação
O mês de maio encerrou com preços em leve queda no mercado suíno
O mercado brasileiro de carne suína chega ao final de maio com um quadro de leve queda nos preços, decorrente da tradicional demanda menos aquecida na segunda quinzena do mês. "Em relação ao final de abril, quando o quilo vivo era cotado a R$ 3,26 na região Centro-Sul, o preço teve desvalorização de 1,7%, alcançando o patamar de R$ 3,21. Na comparação ao mesmo período do ano passado, contudo, quando o quilo do animal vivo registrava uma média mensal de R$ 2,47, houve um avanço de 30,6%", destaca o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Hedler.   Ele sinaliza que na variação semanal o quilo vivo recuou dois centavos, puxado principalmente por São Paulo, onde a cotação da arroba suína recuou de R$ 68 para R$ 65,50. "Também frente à semana anterior, em Mato Grosso houve queda de dez centavos na integração em relação à semana passada, com o quilo ficando em R$ 2,82. No Paraná o quilo vivo recuou 1,5% na integração, chegando a R$ 3,26 e 1,8% no mercado livre, alcançando o valor de R$ 3,20. As demais praças apresentaram um quadro de estabilidade", informa.   No atacado, por outro lado, os preços reagiram em relação à semana passada. .Hedler ressalta que em São Paulo a carcaça comum e a tipo exportação subiram cinco centavos, atingindo patamares de R$ 4,80 e R$ 4,95, respectivamente. No Paraná a carcaça tipo exportação teve alta de três centavos e chegou a R$ 5,43. No pernil, entretanto, houve queda de dez centavos em São Paulo, com o quilo chegando a R$ 6,70.   Para a virada de mês, seguida da Copa do Mundo e das temperaturas mais baixas no Centro-Sul, Hedler espera um cenário mais positivo à carne suína em termos de demanda, o que deve alterar o comportamento de preços tanto no atacado quanto no suíno vivo.   O analista revela que o crescimento mais lento da produção neste ano vem, de modo geral, ajudando na sustentação dos preços. "A produção de carne suína sinaliza retração de 11,39% se comparada ao primeiro quadrimestre de 2013, passando de 1,22 milhão de toneladas para 1,08 milhão de toneladas. Além disso, vale salientar também que em abril de 2013 a produção de carne suína foi excepcional, atingindo 310,4 mil toneladas contra as 271,9 mil toneladas neste ano", afirma.   Hedler entende que esse cenário, combinado a um aquecimento das exportações, levou a uma queda de 12,8% na disponibilidade interna de carne suína nos quatro primeiros meses deste ano frente ao período janeiro a abril do ano passado, que passou de 1,07 milhão de toneladas para 932,1 mil toneladas. "Com um indicativo de incremento nas exportações nos próximos meses, o cenário tende a seguir positivo para a carne suína brasileira até o final do ano", conclui.   No último dia 29 de maio, a análise mensal de preços de SAFRAS & Mercado indicou que o quilo vivo foi cotado a R$ 2,90 na integração catarinense, mesmo valor ante o final de abril. No mercado independente também apresentou estabilidade, cotado a R$ 3,40. No Paraná, o mercado livre apresentou queda de dez centavos frente ao preço praticado no final de abril, de R$ 3,30. No mercado integrado, o quilo vivo recuou quatro centavos ante o valor de R$ 3,30 registrado no final do mês passado. No Rio Grande do Sul o quilo vivo recuou dez centavos frente ao valor praticado no final de abril no interior, ficando em R$ 3,31, enquanto na integração o preço avançou um centavo e chegou a R$ 2,91.   Em São Paulo, a arroba suína chega ao final de maio com uma cotação 7,7% inferior à praticada no encerramento de abril, de R$ 71. Em Goiás o quilo vivo recuou vinte centavos na variação mensal, ficando em R$ 3,50. No interior de Minas Gerais e no mercado independente não houve variações de preço entre o final de abril e o encerramento de maio, que permaneceram, respectivamente, em R$ 3,50 e R$ 3,20.   No Mato Grosso do Sul, o quilo vivo apresentou elevação de cinco centavos em relação ao final de abril, tanto em Campo Grande quanto na integração, atingindo preços de R$ 3,50 e R$ 3,00. No Mato Grosso, o quilo do animal vivo recuou de R$ 2,93 para R$ 2,82 na integração ao longo do mês. Em Rondonópolis, por outro lado, a cotação teve alta de dez centavos, chegando a R$ 3,10.  

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