Construção do Itaquerão começou tarde, admite Del Nero

Dirigente lamentou atrasos, mas manteve discurso otimista para o jogo de abertura da Copa, na Arena de São Paulo

iG Minas Gerais | Agência Estado |

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O presidente eleito da CBF, Marco Polo del Nero, admite: a construção de Itaquerão começou tarde demais. Mas, ainda assim, aposta que "no final, vai dar tudo certo". O dirigente participa nesta quinta da reunião entre a Fifa, o governo brasileiro e o Comitê Organizador Local (COL). Mas estima que "tudo estará pronto" para o Mundial.

"Começou tarde demais", reconheceu o cartola, que é o representante do Brasil na cúpula da Fifa. "Para um país organizar a Copa, ele precisa ter no momento da escolha quatro estádios já prontos e outros quatro por construir. Se não tiver isso, não há como fazer", declarou.

Em diversas ocasiões entre 2007 e 2011, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, deixou claro que o Brasil não tinha estádios do padrão de uma Copa. Mas o principal obstáculo foi a decisão de começar a obra de um novo estádio - o Itaquerão - apenas em 2010, quando o Morumbi foi excluído da Copa pelo ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira. As obras começaram em 2011 e todos os prazos foram perdidos.

São Paulo foi excluído da Copa das Confederações por conta dos diversos atrasos na cidade. A promessa, porém, era de que o estádio ficaria pronto no início de dezembro de 2013. A data acabou mudando para 4 de janeiro de 2014.

Hoje, o estádio que abre a Copa sequer passou por todos os testes que a Fifa exige, terá um sistema de Wi-Fi deficiente, vários dos serviços não funcionam e o estádio jamais recebeu o público completo. O acesso ao estádio também preocupa.

AZAR - Del Nero, porém, aposta todas suas fichas na seleção brasileira e insiste que, de fato, o time é o favorito para o título. Para o cartola apenas o "azar" tira o hexa do time de Luis Felipe Scolari.

Nas últimas semanas, a comissão técnica da seleção tem insistido em um discurso de favoritismo na Copa, ao ponto de Carlos Alberto Parreira afirmar que o Brasil está "com uma mão na taça"

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