'Não devo desculpas', diz Obama sobre soldado libertado

Presidente americano afirmou que troca entre cinco prisioneiros do Taleban pelo sargento Bowe Bergdahl teve como base princípio do exército

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a defender nesta quinta-feira (5) a troca de cinco prisioneiros afegãos pelo sargento norte-americano Bowe Bergdahl, dizendo que "não deve desculpas" pela ação por ter agido com base no princípio de não deixar nenhum combatente dos EUA para trás em uma guerra.

Ele não abordou os questionamentos em torno do desaparecimento e captura do sargento pelo Taleban em 2009. Bergdahl, o único prisioneiro norte-americano remanescente da Guerra do Afeganistão, foi libertado no sábado em troca de cinco líderes do Taleban, que foram transferidos da prisão de Guantánamo, em Cuba, para o Catar. Agora, o soldado está em recuperação em um hospital militar na Alemanha.

Obama disse que não está surpreso com a polêmica que se seguiu em Washington desde que o sargento foi libertado. "Nós vimos uma oportunidade e nós agarramos ela, e eu não peço desculpas por isso", disse o presidente durante uma coletiva de imprensa com o primeiro-ministro britânico David Cameron. "Isso não deveria virar um jogo político."

Legisladores norte-americanos de ambos os partidos criticaram o presidente por não notificar o Congresso antes do acordo para a libertação do sargento Bergdahl. De acordo com as leis americanas, o gabinete de Obama deveria ter avisado os parlamentares com 30 dias de antecedência.

Outros críticos também questionam o fato de o sargento Bergdahl ter abandonado as suas tropas pouco antes de ser capturado pelos rebeldes afegãos, classificando-o como um desertor. 

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