Empresa suspeita no Caso Alstom é desbloqueada pela Justiça

O juiz Marcelo Cavali reconsiderou sua decisão inicial, após os advogados da Focco Tecnologia comprovarem que o valor bloqueado se referia a serviços efetivamente prestados pela empresa

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A Justiça Federal afastou o bloqueio de R$ 2 milhões da empresa Focco Tecnologia que estavam sequestrados pela suspeita de pagamento de propina envolvendo o cartel dos trens no estado de São Paulo.

A Focco tem como sócio Ademir Venâncio de Araújo, ex-diretor da CPTM. Até 2013, também era sócio João Roberto Zaniboni, igualmente ex-diretor da estatal. Ambos foram indiciados pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do cartel.

A Focco recebeu R$ 2 milhões da multinacional francesa Alstom, também investigada pela PF. O juiz Marcelo Cavali, porém, reconsiderou sua decisão inicial após manifestação dos advogados da Focco, e afirmou, na decisão, que a defesa conseguiu comprovar que o valor de R$ 2 milhões se refere a serviços efetivamente prestados pela Focco.