Hora ‘in itinere’ não paga soma prejuízo de R$ 50 milhões

iG Minas Gerais |

Do alojamento até o local de trabalho, em Conceição do Mato Dentro, os trabalhadores percorrem em média 29,5 km. Da entrada da mina até onde o relógio de ponto está instalado, são mais 3,6 km de carro. Tudo isso teria que ser contabilizado como horas ‘in itinere’ pela Anglo American e suas 23 terceirizadas. Mas, segundo o relatório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), não foram. “Estimamos um prejuízo aproximado de R$ 50 milhões com o não pagamento dessas horas e de outras verbas trabalhistas”, afirma o coordenador da operação, Marcelo Campos.

Pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o empregador é obrigado remunerar o tempo de deslocamento de casa até o trabalho, quando o deslocamento é feito em transporte da empresa, o local é de difícil acesso e sem atendimento de transporte público.

“Eu nunca recebi a hora “in itinere” e pretendo processar a empresa. Eu moro no Serro, que fica a 59 km de Conceição do Mato Dentro”, afirma o motorista Alyrio Ferreira, 44, que trabalhou dois anos e sete meses para a Tetra Tech, terceirizada pela Anglo.(APP e QA)

Kinross

Ilegal. O Ministério Público Federal ingressou com ação contra a mineradora, por danos causados ao patrimônio público e ao meio ambiente, por extração ilegal e prata por 22 anos.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave