O batalhador

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acir galvao
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Elzo esteve bem perto de não se tornar jogador de futebol, por conta de uma grave lesão no joelho direito. Mas, com espírito batalhador, o mineiro de Serrania jamais desistiu do sonho. Conseguiu seguir carreira, atuou em grandes clubes e foi o melhor jogador do Brasil na Copa do Mundo de 1986 – algo dito por Telê Santana, treinador que levou Elzo para a seleção.

Descoberto pelo Ginásio Pinhalense, do interior de São Paulo, Elzo deixou sua casa aos 15 anos de idade em busca de um sonho. Depois de chegar até a seleção paulista de jovens, ele estourou o joelho direito. Foram dois anos afastado dos gramados. O retorno se deve ao trabalho do médico Gilberto Rafaelli, do Palmeiras, que acreditou que seria possível Elzo jogar futebol.

Mesmo sem ter a certeza de que poderia contar com o jogador, a Inter de Limeira comprou Elzo. Foram muitos meses de trabalho de fisioterapia, feito pelo preparador físico Moraci Sant’anna. Elzo conseguiu. O volante estava no futebol e, com 23 anos, deixou a Inter de Limeira para defender o Atlético. E, pelo Galo, outro sonho realizado, pois foi convocado por Telê Santana.

O Brasil acabou eliminado para a França na disputa de pênaltis, com quatro vitórias, um empate e apenas um gol sofrido. Se a seleção não ficou entre as primeiras, Elzo conseguiu mostrar o seu valor e um ano depois estava no Benfica, de Portugal. O volante ainda jogou por Palmeiras e Catanduvense-SP antes de se aposentar, aos 33 anos, já que seus joelhos não suportavam mais.

Conversa dura com o treinador Durante a preparação do Brasil para a Copa do Mundo de 1986, o técnico Telê Santana teve uma dura conversa com Elzo. O treinador questionou a qualidade e até mesmo o caráter do volante, afirmando que Elzo era o primeiro da lista para ser cortado, já que, na época, era costume levar mais jogadores para os treinos, fazendo a escolha dos 22 apenas dias antes do Mundial. Depois de escutar Telê, Elzo chegou a pensar em deixar a seleção. Mas o jogador do Atlético não desistiu e acabou sendo eleito o melhor brasileiro daquela Copa. Meses depois, num encontro casual com Telê Santana, o treinador confidenciou que a conversa era apenas para motivar.

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