Para especialista, TV linear vai resistir

iG Minas Gerais |

Egresso de canais como a HBO, nos EUA, Farrell Meisel aprendeu mesmo a fazer televisão quando fundou emissoras do zero na Rússia pós-comunismo e no Afeganistão, para onde foi quando o regime talibã acabou. “As pessoas queriam ficar em casa. Era perigoso sair na rua à noite. E eles queriam entretenimento. Com algo local é melhor, pois elas se identificam”, explica ele, cuja carreira se iniciou em uma emissora pequena em Nova Orleans. “Minha base é toda de TV local”, reforça.

Com a ideia de que o telespectador quer ver seu reflexo na programação, ele não tem a visão pessimista de que serviços de vídeo sob demanda vão acabar com a TV linear. “O Netflix vai salvar a TV e não as operadoras com multicanais. Dessa maneira, você pode ver as caras locais em outro lugar. É só uma outra maneira de assistir”.

Meisel observa que a complicação vem dos DVRs, que gravam os programas para que a pessoa assista depois, pulando os comerciais, principal fonte de renda das emissoras. “Eu estou tão acostumado que outro dia estava vendo um programa ao vivo e fiquei tentando passar os anúncios”, diverte-se. “Talvez, por isso, haja tanto product placement (anúncio inserido em produções de ficção). Essa é uma questão internacional que nós da TV temos de pensar juntos”.

 

 

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