Aperto nos estoques dos EUA sustenta preços da soja

Apesar do ritmo lento dos negócios, os preços médios da soja subiram em maio nas principais praças do país

iG Minas Gerais | Da redação |

 A alta nas cotações internacionais fez com que o preço médio da soja subisse em algumas praças do Brasil
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A alta nas cotações internacionais fez com que o preço médio da soja subisse em algumas praças do Brasil
Os preços médios da soja subiram no decorrer do último mês de maio nas principais praças do país, mesmo com o ritmo lento dos negócios. A alta nas cotações internacionais garantiu a moderada valorização das bases.    De acordo com um evantamento realizado por SAFRAS & Mercado, o preço médio da saca de 60 kg em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, passou de R$ 66,70 em abril para R$ 67,75 em maio. Em Cascavel, Paraná, a média avançou de R$ 66,50 para R$ 66,90.    Em Rondonópolis, no Mato Grosso, a referência subiu de R$ 58,85 para R$ 60,80, enquanto em Dourados, Mato Grosso do Sul, passou de R$ 61,15 para R$ 61,70. Em Rio Verde, em Goiás, o preço médio subiu de R$ 62,65 para R$ 63,05.   O contrato com vencimento em julho na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) subiu de US$ 14,76 de média em abril para US$ 14,80 por bushel em abril. As cotações internacionais oscilaram muito no período, prejudicando a consolidação de uma tendência no mercado interno.    No dia 7 de maio, julho fechou a US$ 14,46, o menor patamar de encerramento do mês. A pressão fundamental sobre o mercado foi exercida pelo clima favorável ao plantio e ao desenvolvimento inicial das lavouras nos Estados Unidos, sinalizando uma safra cheia em 2014/15.    Mas no dia 22, a posição bateu em US$ 15,18, a máxima de fechamento do período. Na máxima do intraday chegou a atingir US$ 15,36. A sustentação é resultado do aperto na oferta americana. Os estoques são os menores em 10 anos, mas a demanda pelo produto americano segue firme.    Com a disponibilidade muito baixa, qualquer sinal de procura pela oleaginosa é suficiente para colocar os preços no território positivo, mesmo diante de um cenário favorável para a produção na próxima temporada.   USDA O relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou forte elevação nos estoques finais de soja na temporada 2014/15. A previsão do USDA é de estoques de 82,23 milhões de toneladas.    Segundo o primeiro quadro do USDA para a safra 2014/15, a produção mundial deverá ficar em 299,82 milhões de toneladas. O USDA trabalha com safra americana de 98,93 milhões de toneladas. O Brasil deverá produzir 91 milhões de toneladas e a Argentina, 54 milhões.   Para a China, principal comprador mundial, a expectativa é de uma safra de 12 milhões e de importações de 72 milhões de toneladas.    Em relação à temporada 2013/14, o USDA indicou produção de 283,79 milhões de toneladas e estoques finais de 66,98 milhões de toneladas. A safra americana está projetada em 89,51 milhões de toneladas. Os números da América do Sul foram mantidos em 87,5 milhões para o Brasil e em 54 milhões de toneladas para a Argentina.   A China deverá produzir 12,2 milhões de toneladas e importar 69 milhões de toneladas.  

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