Brasil receberá certificação sanitária de febre aftosa

Sete Estados do Nordeste e da região Norte do Pará foram considerados como zona livre da doença após vacinação

iG Minas Gerais | Da redação |

Certificação abre novas perspectivas para o comércio interno e externo de produtos pecuários
Divulgação
Certificação abre novas perspectivas para o comércio interno e externo de produtos pecuários

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, participou da 82° Seção Geral da Assembleia Mundial de Delegados, promovida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) no período de 25 a 30 de maio em Paris, na França. Na ocasião, foi celebrado o aniversário de 90 anos da organização, da qual o Brasil é membro fundador.

Durante o evento, houve o reconhecimento internacional de sete estados do nordeste e da região norte do Pará, como zona livre de febre aftosa com vacinação. Dentre os estados que serão contemplados com a certificação estão Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.

Segundo a diretora substituta do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Denise Euclydes, a reunião foi importante para discutir assuntos de interesse mundial, como as normas internacionais para o comércio de animais e seus produtos, as diretrizes para a luta contra doenças animais e zoonóticas e a qualidade dos serviços veterinários no mundo. “Além disso, o Brasil terá uma nova zona reconhecida como livre de febre aftosa com vacinação, que representa um avanço para o país e abre novas perspectivas para o comércio interno e externo de produtos pecuários”, acrescenta.

Além do ministro, a reunião contou com a participação do diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA/Mapa) e presidente da Comissão Regional da OIE, Guilherme Marques, de representantes do governo federal, estadual e da iniciativa privada brasileira.

A Assembleia Mundial de Delegados é o conselho supremo da OIE, formado por delegados dos serviços oficiais de 178 países membros que se reúnem anualmente. Dentre as principais funções estão a de adotar resoluções sobre a luta contra as principais doenças animais, principalmente aquelas de maior impacto na economia, além de tratar de temas técnicos de interesse geral e sobre a situação sanitária mundial.

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