'Trauma' inglês em pênaltis não me perturba, diz Gerrard

Com ou sem problemas em penais, a Inglaterra vem ao Brasil com a difícil tarefa de ter que encarar o "grupo da morte"

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

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Os seguidos insucessos recentes da seleção inglesa em disputas de pênaltis criaram um verdadeiro trauma no país. As derrotas nas Copas do Mundo de 1990, 1998 e 2006, além das Eurocopas de 1996, 2004 e 2012, todas decididas na marca da cal, fizeram com que os torcedores tenham apenas um desejo para o Mundial desse ano, no Brasil: que a Inglaterra não passe por isso novamente.

O experiente Steven Gerrard, de 34 anos, já foi protagonista de alguns desses insucessos, como em 2006, quando perdeu sua cobrança na disputa de pênaltis nas quartas de final da Copa do Mundo da Alemanha, contra Portugal. Em 2012, nas quartas de final da Eurocopa diante da Itália, o time inglês voltou a cair nas penalidades, mas dessa vez Gerrard converteu sua cobrança.

"Eu consigo entender a fixação (da torcida com os pênaltis), porque nós falhamos em algumas disputas, mas eu diria para não ficarem preocupados com isso porque pode nem acontecer", disse à Rádio BBC 5. "Como jogadores, esperamos um bom desempenho nos 90 ou 120 minutos para impedir que vá para as cobranças. Mas estaremos prontos para os pênaltis se acontecerem."

Apesar de minimizar o trauma, Gerrard admitiu que a disputa de pênaltis exerce uma grande pressão nos jogadores, principalmente na seleção inglesa, devido ao retrospecto. O jogador do Liverpool não escondeu que o desperdício de 2006 o marcou, mas garantiu ter "aprendido a lição" com a penalidade convertida em 2012.

"É difícil descrever a sensação. Infelizmente para mim, falhei em uma situação em que bati o pênalti no clima de Copa do Mundo e foi difícil para mim. Aprendi a lição e há dois anos marquei o gol de pênalti quando fui chamado para bater. Vamos praticar muito, mas é uma situação difícil de colocar em palavras. Há muita pressão. Há um terrível tempo a mais para pensar no pênalti e o que está em jogo é muito maior, então é uma situação de pressão", apontou.

Com ou sem trauma nas cobranças de pênaltis, a Inglaterra vem ao Brasil com a difícil tarefa de ter que encarar o "grupo da morte". Na chave D, a equipe estreará contra a Itália, no dia 14 de junho, na Arena da Amazônia. Cinco dias depois, o adversário será o Uruguai, no Itaquerão. A primeira fase inglesa chega ao fim com a partida diante da Costa Rica, dia 24, no Mineirão.