Médico ameaça fechar casa de saúde de Rio Acima por falta de estrutura

Plantonista disse aos militares que no espaço não tinha, entre outras coisas, tubos de oxigênio; Secretária de Saúde nega e diz que profissional foi precipitado

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

Uma atitude inesperada de um médico plantonista surpreendeu moradores que procuraram atendimento em uma casa de saúde de Rio Acima, na região metropolitana de Belo Horizonte, nessa  terça-feira (3). O clínico geral acionou a Polícia Militar e ameaçou fechar o hospital por falta de equipamentos e medicamentos. A Secretaria de Saúde negou as denúncias e disse que o profissional foi precipitado ao expor a instituição.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela corporação, o médico de 32 anos ligou para a polícia e informou que não tinha condições de manter o espaço aberto uma vez que faltavam tubos de oxigênio, mangueiras para aplicações de soro e remédios.

Além disso, na versão dele, pela falta de estrutura, uma paciente de 90 anos, que estava internada na unidade há três dias, teve que ser transferida para um hospital de Nova Lima, também na Grande BH. O plantonista, que trabalha todas às terças-feiras, afirmou que apenas atendimentos de emergência poderiam ser realizados.

Após o registro da denúncia, a paciente foi transferida e o atendimento funcionou normalmente. A coordenadora da Atenção Básica de Saúde, Tatiana Calabria, disse à reportagem de O TEMPO que em nenhum momento faltou medicamentos ou equipamentos na unidade de saúde.

“Não estamos com falta de nada. Uma vez ou outra o estoque diminui, mas nunca acabou. O médico foi precipitado em expor a instituição por nenhum motivo”, disse.

Ainda segundo a coordenadora, o profissional não fez contato com a Secretária de Saúde antes de acionar a polícia. “A enfermeira me ligou contando o que estava acontecendo e eu pedi que ele esperasse por 15 minutos, tempo que gastaria para chegar à casa da saúde. Mas ele não quis e acionou os militares”, explicou.

Depois da confusão, um procedimento administrativo foi instaurado pelo departamento jurídico da Prefeitura de Rio Acima para avaliar a postura da casa de saúde e do médico.

“Vamos analisar se houve alguma falha de conduta do profissional ou alguma falha da instituição. Enquanto o resultado não sai, o plantonista continua exercendo suas atividades normalmente”, disse o procurador do município, Tiago Lenoir.

A reportagem de O TEMPO tentou contato com o médico, mas ele não foi localizado para comentar o caso. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave