Bares estão prontos, falta a torcida entrar no clima

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

Expectativa.Apesar da Copa das Confederações, em 2013, ter sido decepcionante para o comércio, bares acreditam em cenário diferente agora
Alisson Gontijo - 15.6.2010
Expectativa.Apesar da Copa das Confederações, em 2013, ter sido decepcionante para o comércio, bares acreditam em cenário diferente agora

Os proprietários de bares e restaurantes já compraram as TVs, prepararam a decoração, traduziram os cardápios e treinaram o pessoal. Para que tudo dê certo e o faturamento aumente durante a Copa do Mundo, só falta um detalhe: o torcedor animado. A apatia dos brasileiros com o torneio que começa na próxima quinta-feira tem preocupado os empresários. “Vamos ver se a torcida se anima na semana que vem, porque não está como em outras Copas”, diz o gestor do Albanos, Rodrigo Ferraz.

Ele lembra que há oito dias do início da Copa, não há bandeiras nos carros ou ruas enfeitadas e destaca o clima de insegurança. “No ano passado, os protestos atrapalharam muito”, diz, completando que não teve aumento de movimento na Copa das Confederações. Ferraz investiu cerca de R$ 40 mil na compra e aluguel de televisões, terá decoração especial e serviço em inglês e espanhol nas duas unidades do Albanos. Se tudo der certo, o faturamento deve crescer 20%.

No Restaurante do Porto, o sócio Leonardo Duarte também confia que na última hora o brasileiro vai entrar no clima da Copa. “Hoje (ontem) teve jogo do Brasil e todo mundo queria ver a partida. Quando a Copa começar, vai ser do jeito que sempre foi”, diz.

Ele preparou uma decoração temática com as cores do Brasil e de Portugal e comprou duas TVs de 52 polegadas para o restaurante. A expectativa é dobrar o movimento, com foco no cliente tradicional do restaurante.

Já nas dez casas da Rede Gourmet, quem vai garantir o aumento de cerca de 30% no faturamento são os estrangeiros. O proprietário Pedro Martins Costa conta que já fechou pacotes para atender a torcedores do Irã, da Bélgica, convidados de uma multinacional e com agências de turismo. Para atendê-los, vai fazer mudanças no cardápio. “As maiores exigências são do pessoal do Irã. Eles vão mandar a receita e nós vamos tentar fazer da melhor maneira, mas vai ser igual comer uma feijoada no Irã, não vai ficar igual à nossa”, brinca.

Martins, porém, está inseguro quanto ao movimento de torcedores brasileiros em dias de jogos. “O brasileiro está completamente desligado. Não sei como vai ser. No ano passado, tive muito problema com manifestações”, afirma.

Vale-gasolina. Além de investir em atrativos para o torcedor, o Albanos decidiu também conquistar o taxista que vai transportar os turistas. Quem levar um passageiro ao restaurante ganha um vale-gasolina de R$ 10 em combustível e um lanche. Os dois benefícios podem ser usados em um posto no centro de Belo Horizonte. A ação não foi criada para a Copa – existe desde março – mas será mantida no período.

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