Marcos Rabello

Presidente do Hospital Vera Cruz

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

O que está acontecendo entre a tabela dos planos de saúde e os hospitais?

Existe uma depreciação de valores que precisa ser revista imediatamente. Tem um segmento do mercado que está com uma classificação 15% abaixo da linha de sobrevivência, e isso precisa ser olhado antes que a medicina mineira se deteriore ainda mais, porque isso já é uma realidade hoje. O usuário reclama que o plano de saúde está cada vez mais caro e, por outro lado, o hospital diz que o plano não está repassando o preço justo. Onde está o problema?

Vem do uso de tabelas próprias deles (os planos) que ficam descoladas dos termômetros de mercado, que são os índices Brasíndice, Simpro e Cmed. O Brasil está trabalhando com essas tabelas com redutores, reajustes e discrepâncias que podem acontecer, mas que você vai reajustando. As operadoras precisam entender os seus custos para você provar que assim não fica em pé. Esse problema está acontecendo só em Minas ou é no país inteiro?

Em BH é pior, porque temos uma concentração no setor. E quais são as piores remunerações ao hospital?

Tabela de materiais e medicamentos e dietas. E o que os planos falam? Que não tem como reajustar essas tabelas, porque teria que repassar isso para o consumidor?

Existe essa fala de que, se tiver que fazer com o hospital, tem que fazer com todos, e se fizer para todos, quebra. 

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