Projeto quer transformar lagoa dos Ingleses em uma minicidade

Empreendimento é fruto de parceria entre empresários e pretende tornar região autossuficiente

iG Minas Gerais | Johnatan Castro |

Pontapé. Primeiro passo para o empreendimento foi dado, com a compra de um terreno de 27 milhões de m² no entorno do Alphaville 
(foto)
ANDRE FOSSATI/O TEMPO
Pontapé. Primeiro passo para o empreendimento foi dado, com a compra de um terreno de 27 milhões de m² no entorno do Alphaville (foto)

Trabalhar, estudar e morar em um bairro especialmente planejado para abrigar todo o necessário para uma vida confortável. Além de ruas largas e um transporte coletivo eficiente, o morador encontra opções de diversão, desde shopping centers até parques e restaurantes. Isso é o que prevê o projeto urbanístico C-Sul, que vislumbra transformar a lagoa dos Ingleses, em Nova Lima, na região metropolitana, em uma espécie de minicidade. Inédita em Minas, a proposta – apresentada em um evento nessa terça – tem 30 anos para sair do papel e pode receber investimentos de até R$ 20 bilhões.

O C-Sul é fruto de uma parceria entre vários empresários mineiros e está sendo planejado pelo arquiteto e ex-prefeito da cidade de Curitiba Jaime Lerner. A um custo de R$ 315 milhões, um terreno de 27 milhões de m² já foi adquirido no entorno da lagoa dos Ingleses, e o objetivo é que ali se instalem comércios, indústrias, novos empreendimentos residenciais e equipamentos como escolas e hospitais. A primeira empresa a aderir à proposta foi o Shopping Premium, com inauguração prevista para outubro de 2016. O diretor-executivo do C-Sul, Adriano Lima, afirma que o objetivo não é criar um condomínio fechado, mas um espaço aberto a todas as classes sociais. “Não adianta eu ter um local elitista, e as pessoas que trabalham ali precisarem ir embora no fim do dia”. Planejamento. Ainda não se sabe quantos novos empreendimentos irão para o local e não há uma previsão de adensamento populacional. No entanto, Lima garante que os trabalhos começarão pela abertura de novas ruas e instalação de energia elétrica, água e esgoto. “Vamos planejar a área para que receba novos comércios, residenciais e pessoas. Vamos construir ruas, ciclovias, áreas espaçosas para receber o transporte urbano e praças públicas”, explicou. Nos próximos dois anos, o C-Sul deve passar pelo processo de licenciamento ambiental. As obras devem começar daqui a três anos. A expectativa é que o empreendimento esteja pronto em 30 anos. O presidente da Associação Geral Alphaville Lagoa dos Ingleses, Abílio Santos, acredita que o desenvolvimento pode levar à emancipação da região. “Isso aconteceria a longo prazo. A proposta é muito positiva, porque hoje tudo que precisamos temos que ir a Belo Horizonte. Falta o Alphaville se tornar um lugar para se divertir e trabalhar, além de viver”. Para Lerner, a área tem localização estratégica e muitos atrativos naturais. “Desejamos criar uma grande comunidade onde a maioria dos empregos esteja dentro dela. Se isso se concretizar, a população não precisará se deslocar para a capital e irá a pé ou de bicicleta ao trabalho, lazer e estudo”. 

População

Alphaville. Segundo a associação local, hoje, cerca de 3.000 pessoas vivem no local, mas a população chegará a 6.000 nos próximos anos com a inauguração de prédios na Lagoa dos Ingleses.

Saiba mais

Plano Diretor. O projeto urbanístico C-Sul foi feito com base no Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI), lançado pelo governo de Minas em 2011. A ação prevê uma descentralização da região metropolitana, criando polos nos vetores Norte, Oeste e Sul. O objetivo é reduzir a dependência que as cidades têm de Belo Horizonte. Estrutura. Atualmente, o complexo Alphaville Lagoa dos Ingleses possui mais de 2,5 milhões de m² e conta com seis residenciais unifamiliares, um residencial de casas, além de centro comercial, área empresarial, dentre outros.

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