Mãos ao alto!

iG Minas Gerais |

Alex de Jesus – 25.8.2010
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Que a escalada da violência cresce vertiginosamente aos nossos olhos, não temos dúvida. Mas só quando acontece algo próximo a nosso universo as atenções dobram. Recentemente, um colega jornalista, editor do caderno de automóveis do “Diário do Nordeste” e responsável pelo programa de televisão “Guia Automotivo”, da TV Diário, de Fortaleza (CE), André Marinho, teve seu nome incluído nas estatísticas. A sorte o ajudou. Levou um tiro a queima roupa quando se preparava para arrancar com seu carro, depois de mais um dia de trabalho na redação. O projétil acertou seu braço. Poderia ser diferente, claro, mas sobreviveu à essa tentativa de assalto e dela saiu fortalecido. Foi alvejado mesmo sem esboçar reação. Segundo seu relato, o meliante bateu a coronha do revólver no vidro, ele não abriu. Ato contínuo, foi disparada a arma. Casos como o de André acontecem a toda hora, e muitos deles com consequências muito mais graves. Mas o sinal de alerta permanente deve ser ligado. Se não é possível evitar uma situação dessas, podemos, pelo menos, nos precaver e tomar algumas atitudes para tentar, no mínimo, resguardar nossa integridade física. A violência urbana expõe e ajuda a deixar ainda mais estressados os moradores dos grandes centros. E uma das situações em que o cidadão está mais vulnerável é quando está ao volante, preso no tráfego quase sempre intenso e se torna alvo fácil de assaltos em sinais de trânsito. Outra situação perigosa e que requer cuidado e atenção são os sequestros-relâmpago, como apontam as investigações para o ocorrido com o jornalista do Ceará. É um consenso entre psicólogos e especialistas no tema que as reações humanas diante de uma situação extrema são imprevisíveis. Ainda assim, a primeira medida que se deve tomar diante de uma tentativa de assalto, por exemplo, é tentar manter a calma. Mais do que isso, se possível, o ideal é até mesmo conversar com o assaltante e falar para ele tudo o que se vai fazer. Isso porque, em geral, o assaltante também está tenso e nunca sabe que tipo de reação vai sofrer. Quantos tiros não foram disparados porque, com o cinto de segurança tirado de forma abrupta, o assaltante sente-se ameaçado, imaginando que sua vítima vá pegar uma arma. Ele se assusta e atira. Por isso, os movimentos devem ser bem sutis e calculados. Não é fácil, sabemos, mas o momento requer muito controle. Além de medidas simples, como manter as portas do veículo trancadas e os vidros fechados, um planejamento prévio antes de sair de casa pode ajudar. Planejar um caminho a ser seguido e procurar sair em horários mais seguros, dirigindo por ruas e avenidas mais movimentadas e iluminadas, se não evita, ajuda. Entre os principais pontos de abordagens de assaltantes, estão os sinais de trânsito. Especialmente nesses locais, é fundamental estar alerta e com os vidros do veículo fechados. Os sequestros-relâmpago acontecem com muita frequência quando a pessoa está chegando em casa, do trabalho. No caso de haver algum suspeito próximo, é recomendável seguir adiante e só voltar alguns minutos depois. Uma tática que os bandidos frequentemente usam em assaltos e sequestros-relâmpago é bater na traseira do carro da vítima com outro veículo. Se o motorista causador da colisão parecer suspeito, o melhor é não parar. 

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