Furacões com nomes femininos podem matar até três vezes mais, diz pesquisa

Fenômeno com nome masculino causa média de 15,15 mortes, contra 41,84

iG Minas Gerais |

Destruição do Katrina, em 2005, foi tamanha que cientistas o excluíram dos dados
SMILEY N. POOL
Destruição do Katrina, em 2005, foi tamanha que cientistas o excluíram dos dados

Washington, EUA. Os furacões com nomes femininos podem matar três vezes mais porque as pessoas os percebem como menos ameaçadores do que as tempestades com nomes masculinos. A conclusão foi obtida por cientistas, que publicaram seus resultados na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a “PNAS”.

Esses fenômenos são nomeados segundo uma ordem pré-determinada e alternada que não tem a ver com a força da tempestade. Os cientistas desenvolveram esse sistema nos anos 70 para evitar uma percepção influenciada por gênero.

Pesquisadores da Universidade de Illinois analisaram dados sobre as fatalidades relacionadas a cada furacão que tocou a terra nos EUA entre 1950 e 2012. Os furacões Katrina (2005) e Audrey (1957) ficaram de fora das análises porque mataram um grande número de pessoas e poderiam distorcer os resultados.

“Estima-se que um furacão com nome masculino cause 15,15 mortes, enquanto se calcula que um furacão com nome feminino cause 41,84 mortes”, destacou o estudo. “Nosso modelo sugere que mudar o nome de um furacão severo de Charley para Eloise pode triplicar sua letalidade”, acrescentou.

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