No duelo de qual é pior à saúde, margarina ganha da manteiga

Ambas apresentam riscos, por isso, especialista sugere troca por azeite

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Famoso. Manteiga e margarina são dois itens muito comuns na mesa dos brasileiros, sejam puros ou para fazer pratos
Samuel Aguiar / O Tempo 28.08.20
Famoso. Manteiga e margarina são dois itens muito comuns na mesa dos brasileiros, sejam puros ou para fazer pratos

Pão com manteiga – ou margarina – é um queridinho dos brasileiros. Mas essas duas substâncias que acompanham pães, receitas de bolo e servem para dar consistência ao brigadeiro de panela, entre inúmeras outras funções, são alvo de dúvidas quanto à saúde.

Desenvolvida no século XIX para servir como opção mais barata à manteiga, a margarina ganhou adaptações: com sal, sem sal, light, cremosa, sem gorduras trans, aerada. Mas, para saber se ela é vilã ou mocinha, é necessário saber como a margarina é feita.

A margarina é produzida de óleo vegetal. Por meio de um processo chamado hidrogenação – reação química de adição de hidrogênio em uma molécula –, o componente líquido fica sólido. Depois são adicionados branqueadores e aditivos. Já a manteiga é de origem animal e é produzida pelo leite batido. Depois de ser lavada e manuseada, adquire a forma sólida conhecida.

André Veinert, nutrólogo do Hospital Villa-Lobos, de São Paulo, explica que a composição de ambos os nutrientes pode dar pistas sobre o que é mais saudável. “A margarina é um produto artificial, rico em gordura e cheio de aditivos, o que pode dificultar a metabolização do organismo”, diz. No entanto, a manteiga é rica em colesterol e gordura saturada, que causa polêmica: alguns dizem que pode aumentar os riscos de doenças coronárias, porém outros afirmam que ela é uma importante protetora do coração.

Já a margarina é rica em gorduras insaturadas, a “gordura do bem”, que também está presente na manteiga, mas em menor quantidade.

Doenças. Em resumo, ambas são ricas em gordura, mas a margarina leva algumas desvantagens. “Ela é rica em ômega 6, nutriente que se ingerido em grande quantidade aumenta os riscos de desenvolver processos inflamatórios e doenças coronárias”, detalha o médico.

Segundo ele, a margarina amplia também os riscos de câncer, “por ser um produto totalmente industrializado e com aditivos como corantes e estabilizantes”.

Tanto gorduras saturadas quanto insaturadas oferecem benefícios e malefícios. Mas há uma terceira categoria que os médicos não recomendam: as gorduras trans. Nesse caso, a manteiga também sai em vantagem, pois as gorduras trans são obtidas através do processo de hidrogenação dos óleos vegetais.

A indústria utiliza esse processo, pois aumenta a validade do produto e necessita de menos refrigeração, influenciando no custo-benefício.

Para quem quer dar adeus à manteiga e à margarina, o especialista sugere utilizar o azeite. “Ele possui uma quantidade boa de ácidos graxos monoinsaturados (ômega 9), que auxiliam no aumento do HDL (colesterol ‘bom’) e diminuição do LDL (colesterol ‘ruim’), protegendo os vasos e o coração”, afirma.

Flash

Variado. Segundo André Veinert, um alimento só não faz verão: uma dieta pobre em nutrientes e pouco diversificada é o que faz estragos à saúde.

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