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JEFFERSON BERNARDES/VIPCOMM - 15.6.2013
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Quando Jô chegou ao Atlético, em maio de 2012, a expectativa da torcida alvinegra era de poucos gols e muitas interrogações. Dois anos depois – e várias bolas na rede – o centroavante, que conquistou a Massa do Galo será um dos atacantes do Brasil na Copa do Mundo.

João Alves de Assis Silva, de 27 anos, nasceu na capital paulista. Os primeiros gols foram nas categorias de base do Corinthians. E foram tantos que, aos 16 anos, ele já estava na equipe profissional do time, pelo qual jogou de 2003 a 2005. Depois, foi vendido ao CSKA, da Rússia. Lá, o cabelo dele cresceu, e o futebol também.

Em 2008, o Manchester City passou de um clube modesto a um dos mais ricos do mundo. E foi à caça de estrelas. Escolheram Jô. Mas o que parecia ser o grande salto da carreira se transformou no início de uma fase ruim. Jogou sem sucesso pelo Everton, também da Inglaterra, e Galatasaray, da Turquia.

Em 2011, ele chegou ao Internacional. Mas a agitada vida boêmia do jogador pesou. No ano seguinte, o Atlético entrou na história de Jô. O preto e o branco voltaram a ser as cores do atacante. O faro do artilheiro voltou. Com sete gols, foi o goleador do Galo na conquista da Libertadores do ano passado.

O ótimo momento lhe rendeu a volta à seleção brasileira. O destino ainda reservou mais alegrias. Lesionado, Leandro Damião foi cortado do time que disputaria a Copa das Confederações. Como a bola que sobra limpa na grande área, a oportunidade caiu nos pés de Jô. E ele não desperdiçou. Fez dois gols no torneio e ganhou a preferência de Felipão. Será o reserva de Fred no ataque da equipe canarinho.

Inspiração que veio de casa O craque da família Silva não era o Jô. A grande aposta da família estava em outro filho da Dona Tânia e do Sr. Dário. Irmão mais velho do atacante, Jean estava firme no caminho de se tornar um jogador de futebol profissional. No entanto, em 2002, ele morreu em um acidente de trânsito. Aos 15 anos, Jô sabia que precisava continuar a história de sucesso que o irmão começou a escrever. E conseguiu. Com a lembrança de Jean, o atacante se tornou ídolo de duas grandes fanáticas torcidas do futebol brasileiro, a do Corinthians e a do Galo. Ele sempre afirma que sentiu a presença do irmão nos grandes momentos de sua trajetória. Na Copa, espera que não seja diferente e conta com mais essa ajuda na busca pelo hexacampeonato.

Lance inesquecível Na final da Libertadores de 2013, contra o Olimpia-PAR, o atacante Jô abriu o caminho para vitória do Galo por 2 a 0. Ele aproveitou a falha da defesa e mandou a bola para as redes. O resultado levou a decisão para os pênaltis, e o Atlético faturou o título

Ponto forte A alta estatura, de 1,90 m, faz de Jô uma boa arma nas jogadas aéreas, além de ser um bom pivô

Ponto fraco Às vezes, a pontaria de Jô costuma falhar, e ele perde gols “feitos”

 

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