Pai de brasileiro naturalizado croata tenta ver filho e não consegue

Pai do brasileiro Sammir, que defenderá a camisa quadriculada da Croácia na Copa do Mundo, não pode ver o filho em sua chegada em Salvador; delegação croata seguiu direto para resort na Praia do Forte

iG Minas Gerais | FÁBIO TAKAHASHI/FOLHA PRESS |

Algumas dezenas de curiosos, dois croatas e a família do brasileiro naturalizado Sammir esperavam na tarde desta terça-feira (3), no saguão do aeroporto de Salvador, a chegada da seleção que enfrentará o Brasil no primeiro jogo da Copa do Mundo. No entanto, todos foram frustrados porque a equipe croata deixou o local por uma área privativa.

"Faz três anos que não encontro o Sammir pessoalmente", disse o pai do jogador, Adailton Cesar Santos Campos, 53, vigilante. Ele estava com outros sete familiares e uma faixa de boas vindas. "Não sei que acesso teremos a ele aqui [na Bahia], mas vou tentar novamente."

A seleção croata ficará concentrada na Praia do Forte, a cerca de 70 km de Salvador, cidade onde Adailton vive. A ligação de Sammir com a Croácia começou em 2007, quando ele foi para o Dínamo Zagreb. No início deste ano, se transferiu para o Getafe, da Espanha.

"Ele é muito inteligente. Viu que teria oportunidade na seleção e se naturalizou", disse o pai. Adailton afirmou que Sammir veio ao Brasil outras vezes depois do encontro com ele, mas o jogador viu apenas a mãe, de quem o vigilante é separado.

O pai afirma que conversa regularmente com o filho "pelo computador", o que "não compensa tudo, mas é o que dá". Os passageiros que estavam no mesmo voo que a seleção croata disseram que, na chegada, a esteira de retirada de bagagens parou por cerca de dez minutos, devido a um problema técnico.

A equipe da Croácia, porém, não passou pelo problema porque as bagagens foram diretamente para o ônibus da delegação, que estava na pista do aeroporto. 

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