Biografia conta história de Dirceu Lopes, o 'Príncipe' da bola

Livro que conta detalhes do craque entre os anos 60 e 70 será lançado nesta quarta-feira, às 18h30, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais

iG Minas Gerais | GUILHERME GUIMARÃES |

Dirceu Lopes é o segundo jogador com o maior número de jogos com a camisa do Cruzeiro: 610 partidas entre 1963 e 1979
Arquivo pessoal/Divulgação
Dirceu Lopes é o segundo jogador com o maior número de jogos com a camisa do Cruzeiro: 610 partidas entre 1963 e 1979

O adversário vem, já foi. Mais um, também ficou para trás. O goleiro tenta segurar a bola, mas só a alcança no fundo das redes. Essa era a sina de Dirceu Lopes, um dos grandes nomes da história do Cruzeiro e do futebol mundial, que driblou vários adversários para marcar época com o uniforme azul estrelado, entre os anos 60 e 70.

Considerado por muitos como o sucessor do rei Pelé, Dirceu Lopes, à época, ganhou status de monarquia: príncipe. Tanto é que o enredo de sua vida será contado no livro: “O Príncipe - A Real História de Dirceu Lopes”, obra a ser lançada nesta quarta-feira, às 18h30, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Escrita pelo jornalista Pedro Blank, a biografia de Dirceu Lopes é, na visão do próprio autor, uma “reportagem de fôlego”. Com 344 páginas, sendo o último capítulo dedicado a um texto escrito pelo biografado, a obra traz detalhes minuciosos de bastidores e da carreira do ex-jogador, um dos mais brilhantes camisas 10 cruzeirenses.

“É o personagem decisivo na virada do Cruzeiro nos anos 60 e um dos jogadores mais plásticos do futebol brasileiro. Foram três anos de um trabalho de pesquisa muito detalhado. Para os que viram ele jogar, uma lembrança. E para os que não viram, uma forma de saber que nunca uma camisa 10 esteve tão bem representada”, ressaltou Blank em entrevista ao Super FC.

A biografia de Dirceu Lopes reúne histórias memoráveis. O corte do craque da Copa do Mundo, em 1970 - por pressão dos militares -; as revelações de bastidores sobre o provável “esquema” para tirar o título brasileiro da Raposa, em 1974; Mané Garrincha reconhecendo o talento ímpar do Príncipe estrelado, dentre tantas outras lembranças que o personagem principal sequer lembrava ou mesmo desconhecia.

“Estou muito feliz. O Pedro Blank é um cara atencioso e foi fundo na minha história, que se mistura ao Cruzeiro. O Pedro fez um trabalho minucioso e eu achei incrível. Minha ficha ainda não caiu. Não me considerava apenas um jogador do Cruzeiro, eu trabalhava para o clube em qualquer parte do mundo. Eu suava sangue de vitória”, comentou Dirceu Lopes ao Super FC.

Um outro craque do passado colaborou na biografia. “O Dirceu Lopes é muito meu amigo e tive o privilégio de jogar junto com ele, que me ajudava dentro e fora de campo. Eu apresentei o Dirceu ao Pedro Blank e hoje o livro está aí, fantástico. Fico muito feliz, pois faço parte, mesmo uma pequena parte, da obra. É muito legal ver um trabalho que teve início há três anos está concretizado”, elogiou o ex-jogador celeste Toninho Almeida, amigo particular do Príncipe estrelado. 

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