Metade dos estádios da Copa não terão wi-fi para torcedores

De acordo com o sindicato que representa as empresas de telefonia no Brasil muitos estádios na Copa ficarão sem sinal para internet

iG Minas Gerais | JULIA BORBA/FOLHA PRESS |

O Sinditelebrasil, sindicato que representa as empresas de telefonia no país, divulgou nesta terça-feira (3) que apenas metade dos estádios da Copa contará com sistema wi-fi, que deve ajudar a desafogar a rede das empresas diante do uso intenso dos torcedores.

O sistema estará disponível apenas nos estádios de Brasília, Porto Alegre, Salvador, Rio, Manaus e Cuiabá.

Nas arenas de São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Curitiba e Natal, portanto, os torcedores terão mais dificuldade para publicar fotos nas redes sociais ou para encaminhar vídeos e mensagens que usem aplicativos conectados à internet.

O sindicato estima que, em média, em um período de uma hora dentro de um estádio poderão ser completadas cerca de 300 mil chamadas de voz, com duração média de 2,4 minutos, além de 24 mil conexões simultâneas de dados.

"Toda arena é um local de altíssima concentração de tráfego de dados", disse Eduardo Levy, presidente-executivo do sindicato.

"As pessoas vão querer fotografar muito mais que falar -e fotografia consome muito mais dados que o serviço de voz", afirmou.  

NEGOCIAÇÕES Segundo Levy, o problema com a rede de wi-fi se deve a dificuldade de negociação entre o conjunto de empresas de telecom e os estádios. Essa negociação é necessária porque os responsáveis pelos estádios precisam autorizar a instalação dos equipamentos e o serviço de wi-fi. "Em alguns casos não tivemos sucesso para colocar a rede de wi-fi, porque não nos autorizaram. Onde não houver rede a capacidade de dados é menor", completou. REFORÇO Levy destacou, porém, que as empresas de telefonia conseguiram fazer instalações da infraestrutura indoor. Trata-se de um reforço da cobertura convencional de internet 2G, 3G e 4G. Essa ampliação do serviço é feita por meio da instalação de antenas extras no interior do estádio. No entanto, em São Paulo e em Curitiba, não houve tempo suficiente de concluir o projeto –o que significa que em algumas áreas desses estádios, como corredores de deslocamento, vestiários e estacionamento subterrâneo, o sinal ficará fraco ou inexistente. "Eles [os estádios] não terão boa cobertura nessas áreas pelo tempo insuficiente que tivemos para instalar essa cobertura. Mas isso ocorrerá em locais de menor importância para o torcedor", afirmou Levy. "Tudo o que não fizemos não foi porque não quisemos, mas porque não conseguimos." O Sinditelebrasil informou que, nas arquibancadas, o serviço de 2G, 3G e 4G será equivalente em todos os estádios. "[Em qualquer estádio] o torcedor pode até demorar mais do que gostaria para postar a foto, mas ele vai conseguir mandar durante o período em que estiver dentro do estádio. Dois, três ou quatro minutos depois do que gostaria". Ao todo, as empresas investiram R$ 212 milhões para fazer essas novas instalações. Levy reforçou que o teste feito no Itaquerão, no último fim de semana, mostrou que a resposta das instalações foi "positiva". PRAZOS O Itaquerão foi o estádio em que as teles tiveram menos tempo para fazer a instalação das antenas na área interna, a chamada cobertura indoor. O estádio está também na lista dos que não permitiram o serviço de wi-fi das teles. Do total de dias necessários para o serviço (150), as teles tiveram apenas 62 para instalar os equipamentos de reforço da rede no Itaquerão. Das arenas que não receberam os jogos da Copa das Confederações, onde o reforço da rede já havia sido feito, apenas na de Natal o prazo foi cumprido corretamente. Em Manaus as teles tiveram 86 dias, Curitiba 71 dias, Porto Alegre 70 e Cuiabá 65. 

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