Platini rebate acusações e diz que não fez 'reunião secreta'

Atual presidente da Uefa, negou nesta terça-feira acusações feitas pela imprensa britânica de que teria participado de uma reunião com Mohamed Bin Hammam, acusado de ter comprado votos para a Copa do Mundo de 2022 a ser realizada no Qatar.

iG Minas Gerais | FOLHA PRESS |

Uefa, entidade europeia chefiada por Platini, apoia a ideia da Copa de 2022 ser disputada no inverno
REPRODUÇÃO/UEFA
Uefa, entidade europeia chefiada por Platini, apoia a ideia da Copa de 2022 ser disputada no inverno

Nesta terça-feira, o dirigente europeu confirmou que teve encontros com o ex-diretor qatariano da Fifa, mas que os temas tratados foram somente para tratar sobre a candidatura para a presidência da entidade.

"Não me surpreendo mais com esta propagação de boatos sem fundamentos e voltados para manchar a minha imagem em um momento tão importante para o futuro", disse.

"Acho incrível que conversas entre membros do Comitê Executivo da Fifa naquela época possam ser transformadas em uma conspiração. Me encontrei com ele várias vezes em 2010 porque éramos membros do comitê desde 2002. Na ocasião, o senhor Mohammed Bin Hammam tentava me convencer de que devia me candidatar à presidência da Fifa nas eleições de 2011", completou. Segundo o jornal britânico 'The Telegraph', o francês teria se encontrado com Bin Hammam pouco antes da escolha do Qatar como sede do Mundial-2022. Platini, dias depois da votação, indicou ter votado no país árabe para receber o megaevento.

Para ele, no entanto, o fato de ter reconhecido publicamente a sua opção, mesmo com os votos sendo secretos, é a "prova de sua transparência" e que ninguém questiona o seu comportamento. "Quero lembrar que fui o único membro do Comitê Executivo da Fifa que disse publicamente para quem havia votado. É a prova da minha transparência e que nada vai contra meu comportamento", finalizou.

Já Bin Hammam, após as eleições, foi banido do futebol em 2011, por também ser acusado de ter subornado eleitores em sua campanha para se tornar presidente da Fifa. O jornal "The Sunday Times" revelou que o dirigente árabe pagou cerca de 3,7 milhões de euros somente aos responsáveis pelo futebol africano.

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