Valcke coloca herdeiro na organização da Copa no Brasil

Sebastian Valcke, filho do secretário-geral da Fifa, será o vice-coordenador-geral para todos os jogos da Copa do Mundo no Maracanã

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Jérôme Valcke cobrou que as autoridades envolvidas na organização da Copa não desapontem os fãs de futebol, que esperam quatro anos pelo Mundial
FIFA/SITE OFICIAL/REPRODUÇÃO
Jérôme Valcke cobrou que as autoridades envolvidas na organização da Copa não desapontem os fãs de futebol, que esperam quatro anos pelo Mundial

Não é apenas Ricardo Teixeira que conseguiu um cargo para sua filha, Joana Havelange, na direção das operações da Copa do Mundo. Documentos internos e oficiais da Fifa obtidos pela reportagem revelam que o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, também colocou seu filho nas operações do Mundial disputado no Brasil.

Sebastian Valcke será o vice-coordenador-geral para todos os jogos da Copa do Mundo no Maracanã, local do jogo de encerramento. No dia 15, Argentina e Bósnia jogam no Rio. Três dias depois, a campeã do mundo Espanha enfrenta o Chile. Na primeira fase, o estádio onde trabalhará o filho de Valcke ainda abriga Bélgica e Rússia e Equador contra a França. O comissário designado pela Fifa para a partida será Hicham El Amrani.

A assessoria de imprensa da Fifa não respondeu à reportagem quando foi questionada sobre qual seriam as atribuições de Sebastian Valcke no estádio, nem quem o contratou. O que foi apurado é que Sebastian já trabalhava na Fifa antes da Copa.

Na semana passada, Joana Havelange criou uma polêmica ao ter uma de suas mensagens numa rede social compartilhada pela internet. Nela, a filha de Ricardo Teixeira criticava as manifestações e apontava que "o que tinha de ser roubado, já foi".

A mensagem foi logo depois retirada de sua página. Fontes dentro da Fifa revelaram à reportagem um profundo mal-estar dentro da organização, que passou a proibir seus funcionários de usar as redes sociais. Para alguns, Joana só não foi demitida porque seu pai é Ricardo Teixeira e seu avô João Havelange. Blindada, Joana não concedeu entrevistas nos sete anos que atuou no Comitê Organizador Local da Copa do Mundo.

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