Decisão ocorre em meio a turbulências

iG Minas Gerais |

Madri. A decisão de Juan Carlos em abdicar do trono ocorre em meio a recente turbulência na família real, com escândalo de corrupção envolvendo sua filha Cristina, e o marido dela Iñaki Urdangarin, suspeitos de crime fiscal e lavagem de dinheiro por meio de uma ONG.

Recentemente, a justiça espanhola arquivou as acusações contra Cristina, e seu marido foi afastado das atividades da família real. O episódio desgastou a realeza, que perdeu popularidade entre os espanhóis, agravada também pela crise financeira que atingiu o país nos últimos anos. Cristina foi questionada sobre gastos que fez com o cartão de crédito da empresa e sobre o empréstimo de € 1,2 milhão que recebeu do rei Juan Carlos para a compra da mansão onde vive, em Barcelona. Urdangarin foi acusado de vários crimes, incluindo um desfalque de € 6 milhões de dinheiro público por meio de uma fundação sem fins lucrativos, o Instituto Nóos, dirigida por ele e da qual a princesa espanhola fazia parte do conselho diretor. O dinheiro teria ido parar nas contas da holding Aizoon, que os investigadores suspeitam ser uma empresa de fachada. Cristina controla 50% do capital da Aizoon, e seu marido, os restantes 50%. Os crimes teriam ocorrido entre 2004 e 2006. 

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