PBH reduz em 36% os investimentos para fechar no azul

Nos quatro primeiros meses de 2014 foram investidos R$ 263 mi

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

Contas. A prefeitura apresentou a prestação de contas do primeiro quadrimestre na semana passada
RODRIGO CLEMENTE / O TEMPO
Contas. A prefeitura apresentou a prestação de contas do primeiro quadrimestre na semana passada

Para fechar os primeiros quatro meses do ano com as contas no azul, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), botou o pé no freio dos investimentos na capital mineira. É o que mostra o balanço de prestação de contas da prefeitura da capital apresentado aos vereadores na última semana.

Conforme o documento, no primeiro quadrimestre de 2014, somente 9% dos R$ 2,9 bilhões em investimentos previstos para todo o ano foram empenhados. Esse montante representa R$ 263 milhões: R$ 152 milhões a menos que o desembolsado no mesmo período do ano passado – ou seja, uma queda de 36% entre 2013 e 2014.

Os cortes nos investimentos serviram para aliviar as contas da prefeitura. Depois de registrar uma queda de 17% na arrecadação nos dois primeiros meses do ano, o Executivo municipal ordenou, por decreto, que as secretarias cortassem os gastos.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Orçamento, Planejamento e Informação, que, até o fechamento desta edição, não se manifestou sobre os setores onde os cortes foram mais profundos.

Com a medida de contenção e com o corte nos investimentos, no balanço entre receitas e despesas, a Prefeitura de Belo Horizonte ficou no lado positivo do saldo de caixa: R$ 3,079 bilhões entraram nos cofres, enquanto R$ 2,562 bilhões saíram.

Impostos. O cenário da arrecadação de tributos mostrou recuperação depois do balanço de janeiro e fevereiro, que apontou para redução na receita da prefeitura. O Executivo municipal fechou o período entre janeiro e abril com crescimento de 12% na arrecadação de impostos. Foram R$ 1,16 bilhão contra R$ 1,029 bilhão registrados no mesmo período do ano passado.

O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) puxou a alta na receita tributária da prefeitura. Foram R$ 535 milhões arrecadados em quatro meses, ante os R$ 493 milhões no primeiro quadrimestre de 2013. Na sequência, vem o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), com alta de 26% – foram R$ 307 milhões neste ano, e R$ 293 milhões no ano passado.

Participativo

Atraso. A prestação de contas também revela que nenhuma obra do Orçamento Participativo foi concluída desde o ano passado. Segundo a prefeitura, 105 estão em andamento.

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