Ajustes na equipe diante de um rival sem tradição

Filiado à Concacaf, o Panamá pode funcionar como espelho da seleção mexicana, a segunda adversária do Brasil

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

Torcida de Goiânia está empolgada com a seleção brasileira
Torcida de Goiânia está empolgada com a seleção brasileira

A Copa se aproxima, e o técnico Luiz Felipe Scolari precisa sanar os últimos problemas para a estreia na competição, no dia 12, contra a Croácia. O primeiro de dois testes é nesta terça-feira (3), às 16h, diante da pouco expressiva seleção do Panamá.

Palco do duelo, o Serra Dourada, em Goiânia, nunca viu uma derrota da seleção brasileira. São 11 vitórias e dois empates. Um revés, aliás, nem entra em cogitação. Até porque Felipão anda irritado com o comportamento do time nos treinamentos.

Sem os titulares Thiago Silva e Paulinho, entregues ao departamento médico, Dante e Ramires ganham oportunidades. O segundo, inclusive, foi o escolhido diante do mau desempenho de Hernanes nas atividades em Teresópolis.

E assim deve ser a tônica do amistoso. A qualquer oscilação, Scolari dará chance a um suplente. Bernard e Jô são alguns que estão de olho em uma brecha.

A presença de Victor em campo talvez seja a menos provável de todas. A partida permitirá a troca de até seis jogadores. Entre os reservas, o volante Fernandinho é o único que não poderá ser testado, já que ficou em Teresópolis aprimorando a parte física.

A partida também vai funcionar como termômetro para medir como anda o clima de interação com o torcedor, já que desde 7 de setembro do ano passado, no amistoso contra a Austrália, em Brasília, o Brasil não atuava no país. A Copa das Confederações, em 2013, provou que a força das arquibancadas é maior do que a pressão pelo título.

Adversário. Filiado à Concacaf, o Panamá pode funcionar como espelho da seleção mexicana, a segunda adversária do Brasil. Algo parecido também deve ocorrer no amistoso de sexta-feira, em São Paulo, contra a Sérvia, com futebol semelhante ao da Croácia.

No último sábado, Panamá e Sérvia também se enfrentaram em amistoso nos Estados Unidos. Eles ficaram no empate em 1 a 1. Os panamenhos chegaram somente nessa segunda à noite a Goiânia.

Nessa segunda, após o treino de reconhecimento no Serra Dourada, Felipão disse o que espera do adversário. “O Panamá disputou uma chave em que o México se classificou, se não me engano eles tiveram dois empates”, destacou o treinador.

Ele sabe que o adversário não é dos mais fortes, apesar de lembrar que o time quase se qualificou para o Mundial. O Panamá foi eliminado pelos Estados Unidos, que marcaram o gol da vitória nos minutos finais da última rodada das Eliminatórias, classificando o México para a repescagem.

“É uma boa equipe, estamos seguindo o trabalho, evoluindo. Já o jogo do dia 6 (contra a Sérvia) é para que joguemos com uma equipe forte e mostremos regularidade maior do que nesta terça”, disse o treinador da seleção. 

Menos espaço para avanços adversários Felipão não tem mostrado satisfação com alguns setores da equipe titular neste começo de treinamentos visando à Copa do Mundo. A principal bronca do treinador pentacampeão está no meio-campo, onde os jogadores estariam dando muito espaço para os avanços dos adversários. Até por isso, Hernanes, um jogador com mais vocação ofensiva, perdeu vaga para Ramires, que tem uma pegada maior, na disputa pela posição de Paulinho, que será preservado nesta terça. No amistoso desta tarde diante do Panamá, um rival de pouca tradição e baixa qualidade técnica, os sustos para a defesa brasileira não são esperados. Mesmo assim, é bom a marcação não dar mole, já que o comandante da equipe verde-amarela está atento e garante não haver cadeira cativa para nenhum jogador que hoje esteja entre os titulares do time.

Bom senso para decidir a numeração Foram conhecidos nessa segunda todos os números que estarão estampados na frente e nas costas das camisas dos jogadores da seleção brasileira. Por exigência da Fifa em Copas, só podem ser usados números do 1 ao 23. Os jogadores e a comissão técnica, no entanto, já sabiam a numeração desde o dia da apresentação na Granja Comary. A escolha é feita em conjunto, numa decisão que envolve a comissão técnica e os jogadores, de acordo com a preferência. Se dois atletas tivessem escolhido o mesmo número – o que não aconteceu – a decisão final caberia a Felipão. “Já tínhamos elaborado a numeração baseada na Copa das Confederações e fomos adaptando com os jogadores que chegaram depois. Pedimos bico calado para não vazar antes. Se houvesse uma disputa entre números, eu decidiria de acordo com o meu gosto”, explicou Felipão.

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