Filarmônica recebe vencedor do concurso Rainha Elisabeth

Programa é composto por peças de Sergei Rachmaninoff, Johann Christian Bach e Sergei Prokofieff

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

Boris Giltburg apresenta-se pela primeira vez em Belo Horizonte
CRIS GLOAG / DIVULGAÇÃO
Boris Giltburg apresenta-se pela primeira vez em Belo Horizonte

A apresentação que a Orquestra Filarmônica faz nesta terça, no Grande Teatro do Palácio das Artes, foi moldada de acordo com as experiências prévias do pianista Boris Giltburg, vencedor da última edição do Concurso Rainha Elisabeth, realizado em Bruxelas, e, por isso, convidado da orquestra mineira, que mantém um acordo com os organizadores do concurso de realizar um concerto em parceria com os vencedores da competição.

“Pedimos a ele para indicar alguns concertos que já conhecia. Aí escolhemos aqueles que pareciam ser mais interessantes”, diz o maestro Fabio Mechetti.

Assim, foi montado o programa que tem início com a “Sinfonia em Mi Bemol Maior”, de Johann Christian Bach (1735-1782), um dos 20 filhos do renomado compositor Johann Sebastian Bach (1685-1750). Apesar de seu talento, Christian teve seu trabalho difundido apenas a partir do início do século XIX, sendo a peça a ser executada nesta terça uma das suas mais marcantes, tanto pela sonoridade quanto pela inovação cênica. “A orquestra é dividida em dois ‘espelhos’ de maneira a estimular a estereofonia (técnica de reprodução de áudio que usa dois canais de sons distintos). Esse modelo, pode ser considerado um atrevimento para a época”, comenta Mechetti.

Dá continuidade à programação o “Concerto Para Piano nº 1”, de Sergei Rachmaninoff (1873-1943). Mais lírica que a antecessora, a obra tem três movimentos, sendo que o primeiro apresenta um diálogo entre piano e orquestra, o segundo é tomado pelos sons do piano e, por fim, o terceiro é alicerçado pela intensidade.

O programa é encerrado com a “Sinfonia Nº 7 em Dó Sustenido Menor”, de Sergei Prokofieff (1891-1953), concebida para uma plateia jovem e que transpira positividade. “Como de costume, tentamos manter um equilíbrio entre peças mais acessíveis e outras que exigem um pouco mais do público. Mas com certeza teremos um concerto muito atraente e explosivo”, diz Mechetti.

Para Giltburg, que esteve no Brasil em 2004, mas somente agora se apresenta, a experiência com a Filarmônica tem sido positiva. “Estou tendo um ótima impressão da orquestra. Todos os músicos são muito atentos aos detalhes”, afirma.

Agenda

O quê. Orquestra Filarmônica recebe Boris Giltburg

Quando. Nesta terça, às 20h30

Onde. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro)

Quanto. R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia)

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