Bordéis da capital são tema de matéria em jornal inglês

Periódico destaca cenário de prostituição no centro

iG Minas Gerais | Joana Suarez |



Rua Guaicurus é conhecida por abrigar vários pontos de prostituição
ALEX DE JESUS/OTEMPO
Rua Guaicurus é conhecida por abrigar vários pontos de prostituição

As prostitutas e os bordéis de Belo Horizonte foram destaque na edição de domingo do jornal inglês “The Independent”. O jornalista Ewan MacKenna visitou as “zonas” do centro da capital – nome que ele mesmo diz ter aprendido com a população local para designar os locais de prostituição. Seu objetivo era conhecer as mulheres que estão aprendendo idiomas para receber turistas. A matéria mostra o que há por trás das manchetes internacionais sobre as prostitutas mineiras que aceitarão cartão de crédito e estão tendo lições de inglês. Como Belo Horizonte é a cidade onde a Inglaterra vai disputar sua última partida na primeira fase da Copa, o periódico mostrou como é a vida dessas mineiras que ganham para fazer sexo. “Como é o caso em todo o Brasil, espreite por trás da máscara e outra realidade olha de volta para você”, diz a reportagem. MacKenna conta que os 23 bordéis da capital estão escondidos em cima de escadas estreitas entre lojas do centro da cidade, descrito como um lugar “sombrio e tão cinza que você poderia estar na antiga União Soviética, exceto pelo o sol escaldante”. O jornalista descreve como são os bordéis: “no interior, colado a uma parede suja estão fotografias eróticas e contornos do corpo”; “os pisos são de concreto nu, enquanto o corredor se estende porta atrás de porta em pequenos quartos, onde as mulheres se encontram deitadas”. Ele compara a “zona” a algo parecido com uma prisão em condição precária ou um albergue que até os mais acostumados dos mochileiros iriam recusar. Histórias. A matéria relata histórias de vida de prostitutas que trabalham para pagar as contas e comer, e outras porque gostam do que fazem. MacKenna fala ainda dos caros aluguéis que as meninas pagam para usar os quartos, dos perigos da profissão e de casos de assassinato e de estupro contados pelas garotas. “Muitos podem se perguntar por que as mulheres passam esses riscos, mas a necessidade supera a escolha em uma nação de quase 200 milhões de pessoas. As estatísticas são gritantes: médias de analfabetismo de 10%, os relatórios mostram que 13 milhões estão desnutridos, 42.785 foram assassinados em todo o país no ano passado e há uma escassez nacional de 168 mil médicos. A prostituição foi legalizada em 2000”, destacou o periódico.

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