Estudo aponta principais motivos de lesões no futebol

Levantamento da Unifesp aponta a competitividade no esporte como principal inimigo dos atletas e rechaça violência nas quatro linhas

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Italy's Riccardo Montolivo, lower right, is being treated after injured from a tackle during their international friendly soccer match against the Republic of Ireland, at Craven Cottage, London, Saturday, May 31, 2014. (AP Photo/Sang Tan)
Associated Press
Italy's Riccardo Montolivo, lower right, is being treated after injured from a tackle during their international friendly soccer match against the Republic of Ireland, at Craven Cottage, London, Saturday, May 31, 2014. (AP Photo/Sang Tan)

Com o corte do atacante colombiano Falcao García, confirmado nesta noite, já são 44 jogadores que ficarão de fora da Copa do Mundo 2014 por motivo de lesão, até aqui. O alto número de baixas que as seleções vem sofrendo às vésperas do torneio foi o mote para uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que apontou as principais problemas que os atletas têm de enfrentar na carreira.

Apesar de ser um esporte coletivo e muito acirrado, o levantamento indica que a maioria das lesões não acontecem por choque entre adversários, descartando que o futebol esteja cada vez mais violento, como pode sugerir a grande frequência com que os atletas se contundem. Apenas 24,1% das lesões são resultado de uma falta, contra 39,2% de problemas musculares, a grande maioria causada por movimentos bruscos. 17,9?% são torções e 13,4% tendinites.

Como é de se esperar, os membros inferiores são os mais castigados nas partidas de futebol. Ainda segundo a pesquisa da Unifesp, os músculos da coxa são os que mais costumam se lesionar 34,5%, enquanto 17,6% das lesões são no tornozelo e 11,8% no joelho, sendo este o membro que tende a sofrer os problemas mais graves, como o rompimento dos ligamentos, sobretudo o cruzado anterior, que pode tirar um atleta de campo por quase um ano.

O levantamento da Unifesp, que aponta a relação de lesões aos movimentos feitos na prática do esporte, dialoga com uma pesquisa publicada pelo British Journal of Sports Medicine. Usando como recorte a Copa do Mundo de 1994, foi constatado que nada menos que 71% das contusões sofridas naquela edição do Mundial foram em lances não assinalados como falta.  

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