Operação contra a dengue recolhe 59 toneladas de lixo em uma só casa

Um casal guardava material inutilizado e que poderia servir de criadouros para o Aedes Aegypti; entre o lixo recolhido, havia mais de 20 vasos sanitários e 30 pias que não serviam mais

iG Minas Gerais | Da redação |

Agentes recolhem toneladas de lixo dentro de casa em Maringá
prefeitura de maringã/Divulgação
Agentes recolhem toneladas de lixo dentro de casa em Maringá

Uma operação integrada entre secretarias da prefeitura de Maringá, no Paraná, recolheu 59 toneladas de lixo em uma casa no bairro Parque das Bandeiras. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, um casal guardava material inutilizado e que poderia servir de criadouros para o Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue. Entre o lixo recolhido, havia mais de 20 vasos sanitários e 30 pias que não serviam mais.

A apreensão não foi a primeira deste tipo realizada neste ano em Maringá. Segundo o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, a operação “Viva Sem Dengue” já recolheu centenas de toneladas de lixo de casas e essa é a maior dificuldade encontrada no combate à epidemia da doença que atinge a cidade.

"São situações que vem se repetindo em várias localidades. O trabalho integrado detecta as irregularidades e notifica os proprietários dos imóveis. Nesse caso, o casal foi notificado e multado várias vezes e foi preciso montar uma força-tarefa para recolher esse lixo que coloca a população em risco", explica ele.

Durante a ação, agentes da Secretaria de Assistência Social participaram para prestar auxílio às famílias. De acordo com Nardi, pessoas que retém lixo sofrem de um transtorno psicológico.

"Essas pessoas são acumuladoras. É um transtorno e precisa ser acompanhado por especialistas. Nós, enquanto fiscalização, temos que identificar os problemas e corrigi-los. Eles têm todo o suporte das secretarias de Saúde e de Assistência Social. Esse é um trabalho permanente realizado em Maringá", esclarece o secretário.

Balanço

Desde o início do ano, 2.383 casos de dengue foram registrados em Maringá. A prefeitura já decretou que a cidade vive uma epidemia da doença e realiza uma série de operações para conter o avanço da virose. Os números preocupam ainda mais na comparação com o ano passado. Ao todo, em 2013, foram 1.800 casos confirmados. Para o secretário de Saúde, a população tem papel fundamental no combate à doença.

"A população não pode mais alegar que não sabe como evitar a proliferação do mosquito da dengue. Todos já sabem que não se pode deixar água acumulada. O trabalho de fiscalização é importante, mas não é suficiente se as pessoas não tirarem dez minutos a cada duas semanas para verificar, dentro de suas próprias casas, se há alguma lugar com água parada", reforça Nardi.

 

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