'Não é que eu não queria falar, eu não posso falar' diz Graça Foster

Presidente da Petrobras se recusou a comentar declaração do ex-diretor Paulo Roberto Costa, que afirmou que investimento foi feito com 'contas de padaria'

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Graça Foster vai ao Senado terça-feira falar sobre denúncias contra Petrobras
Antonio Cruz/ABr - 22.5.2013
Graça Foster vai ao Senado terça-feira falar sobre denúncias contra Petrobras

A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou, nesta segunda-feira (2) que não tem autorização para comentar a declaração do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, ao jornal 'Folha de São Paulo', que disse que as estimativas de investimentos para a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foram realizadas como 'contas de padaria'.

"Não é que eu não queira falar, eu não posso falar" disse a presidente da empresa. 

Investigado por suspeita de corrupção e envolvimento com um bilionário esquema de lavagem de dinheiro, Paulo Roberto Costa concedeu entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo” na semana passada. Essa foi sua primeira entrevista desde que foi libertado, após 59 dias de prisão.

Com custo inicial estimado em US$ 2,5 bilhões (R$ 5,6 bilhões), Abreu e Lima deverá custar US$ 18,5 bilhões (R$ 41,5 bilhões) quando ficar pronta, em 2015.

“A Petrobras errou”, disse Costa. “Divulgou o valor de US$ 2,5 bilhões sem saber quanto a refinaria iria custar, sem um projeto”, completou o ex-diretor.

Paulo Roberto Costa ainda afirmou que não houve superfaturamento nas obras, apesar dos indícios apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Réu na Justiça junto com o doleiro Alberto Youssef, Costa disse que nunca fez remessas ilegais de dinheiro ao exterior.

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