Palavra vítima não é usada em atendimento

iG Minas Gerais |

Passar a mão na cabeça ou ficar com pena de quem vive em situação de violência dentro de casa não resolve o problema. Chamar a mulher de vítima, então, só piora o caso. É por isso que o Benvinda, único centro de apoio à mulher da Prefeitura de Belo Horizonte, tem toda uma estratégia para receber e acompanhar quem chega ao local em busca de ajuda. O objetivo da equipe que trabalha ali é fortalecer a mulher, fazer com que ela se torne protagonista de sua própria vida.

“Não usamos a palavra vítima, mas, sim, mulher em situação de violência. Nosso objetivo é mostrar que ela precisa buscar uma saída”, afirma a coordenadora do Benvinda, Daniele Caldas. O centro é formado também por duas assistentes sociais e duas psicólogas. A equipe é pequena para toda a demanda e falta um advogado para apoio jurídico.

Mesmo assim, as funcionárias se desdobram para atender a média de seis casos diários e dão orientações jurídicas básicas. “Temos capacitações, mas são poucas. Buscamos nos aprimorar por conta própria”, relata Daniele. (LC)

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