Pai e filho Lasmar mantêm parceria fora de campo para se manter na elite do esporte

iG Minas Gerais | FERNANDO ALMEIDA |

Rodrigo Lasmar chefia a comissão médica do Atlético desde 2001, após a saída de seu pai, Neylor, um ano antes de ingressar na seleção brasileira e manter a família Lasmar na elite nacional do esporte. Apesar da experiência adquirida durante os últimos anos nessas duas frentes de trabalho, ele assegura que o convívio diário com o pai lhe acrescenta sempre mais.

Atualmente, pai e filho possuem consultórios literalmente lado a lado, e a troca de informações é constante. No fim de 2013, por exemplo, os dois formaram uma parceria para tratar de Ronaldinho Gaúcho, visando à recuperação do craque para o Mundial de Clubes, disputado no Marrocos.

Apesar dessa união no ano passado, Neylor garante que seu tempo no futebol já se encerrou.

“Eu já tive a minha passagem, já passei o bastão para ele. Quem comanda agora é ele; eu só torço”, disse o pai orgulhoso.

Rodrigo Lasmar pondera e aponta a importância de ter o pai ao lado para ajudá-lo em todos os momentos da profissão, sendo o mentor que foi desde o início de sua formação como médico dentro e fora das quatro linhas, seja pela seleção brasileira ou pelo Atlético.

“Nosso consultório é porta-a-porta; existe uma troca de confidências diária, e faz parte da minha maneira de exercer a medicina estar sempre em contato com ele, trocando informações. Hoje, ele não está diretamente no futebol, mas vive o esporte intensamente”, afirmou o filho Lasmar. (FA)  

 

Eliminação à italiana

Lembrada como uma das melhores seleções de todos os tempos, a equipe brasileira comandada por Telê Santana na Copa de 1982 acabou sendo derrotado pela Itália. Embora triste, o momento ficou marcado na história do médico. 

Derrota nos pênaltis Outro fato “trágico” de que Neylor não consegue se esquecer é a eliminação do Brasil pela França, com direito a erro de pênalti de Zico durante o tempo normal. A decisão acabou indo para a disputa de penalidades, com derrota brasileira.  Clima de Copa

Rodrigo sentiu em 2013 uma antecipação do que deve acontecer agora. O clima de Copa do Mundo invadiu o Brasil, e, com as manifestações nas ruas, a seleção canarinho venceu grandes adversários como Itália, Uruguai e Espanha.

Volta por cima  Rodrigo guarda boas lembranças da Copa de 2002. Antes, viu de longe o Brasil levar o título em 1994 e a decepção do vice-campeonato em 1998. Em 2002, ajudou Ronaldo a dar a volta por cima ao lado de Rivaldo. Coincidência A relação de Neylor e Rodrigo Lasmar com a seleção brasileira traz algumas coincidências levantadas pelos próprios médicos durante a entrevista a O TEMPO. Em 1982, o Brasil perdeu com uma ótima seleção e, 20 anos depois, venceu o Mundial. A “regra” dos 20 anos foi alterada com a França sendo o algoz brasileiro em 1986 e 2006. Resta saber se isso significa que o Brasil triunfará em casa, já que, em 1994, voltou dos EUA campeão.

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