O 12º titular

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acir galvao
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Se Paulo Isidoro teve a chance de jogar uma Copa do Mundo, a de 1982, na Espanha, isso se deu muito em função da própria seleção. Revelado pelo Atlético, o jogador estava um pouco de lado no clube depois de retornar do empréstimo ao Nacional-AM. No entanto, alguns de seus principais companheiros no Galo foram chamados para defender o Brasil, em 1974. Assim, coube a Telê Santana escalar alguns jovens atletas.

Paulo Isidoro entrou e foi bem. Fez até gol no clássico com o Cruzeiro. Com o retorno dos titulares, o meia-atacante teve que esperar mais um pouco. Aguardou sua chance e logo já havia assumido posição de protagonista do time, fazendo uma grande dupla com Reinaldo. A primeira oportunidade junto com os principais jogadores veio depois de um primeiro tempo ruim de Marcelo Oliveira, hoje treinador do Cruzeiro, contra o Guarani de Divinópolis.

Depois da passagem pelo Atlético, ele seguiu para o Grêmio. Lá foi campeão brasileiro em 1981 e acabou sendo convocado para a Copa do Mundo do ano seguinte, reencontrando Telê Santana. E Paulo Isidoro era uma espécie de 12º titular do Brasil. O meia-atacante disputou cinco dos seis jogos da seleção naquele Mundial, mas nunca como titular. Ficou sem atuar apenas no triunfo por 3 a 1 sobre a Argentina, na segunda fase.

Antes de retornar ao Atlético, Paulo Isidoro também jogou pelo Santos, chegando a outra final de Brasileiro, em 1983. O Cruzeiro e o Guarani foram outras equipes importantes defendidas pelo jogador, que ainda passou por clubes do interior antes de encerrar a carreira em 1993, aos 40 anos de idade.

Grandes atuações que não trouxeram títulos Paulo Isidoro fez parte da seleção brasileira de 1982, considerada uma das melhores de todos os tempos, mas que não conquistou a Copa do Mundo. Outro grande momento que o jogador teve – mas também não conseguiu o título – foi com o Atlético, no Brasileirão de 1977. Apesar da grande campanha, invicta e com dez pontos a mais do que o São Paulo, o Galo não venceu a partida final, no Mineirão. Na decisão por pênaltis, o time do técnico Barbatana acabou sendo derrotado e se tornou o primeiro, e até agora único, vice-campeão invicto. O ex-jogador não esconde que são as duas grandes frustrações da carreira.

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