Record aposta em temas polêmicos

Nova novela da emissora, que estreia hoje, aborda assuntos como racismo

iG Minas Gerais |



Thaís Melchior e Bruno Ferrari protagonizam a nova trama da Record
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Thaís Melchior e Bruno Ferrari protagonizam a nova trama da Record

São Paulo. “Vitória”, nova novela da Record, que estreia hoje, às 21h15, promete surpreender o telespectador por tratar de assuntos polêmicos e delicados, como assédio, neonazismo, exploração infantil, racismo, entre outros.

Na trama central está o paraplégico Artur (Bruno Ferrari), dono de uma rede hoteleira e que mora em Curaçao. Ele cresceu com raiva do pai, Gregório (Antônio Grassi), a quem culpa por seu estado. “O pai o obrigou a montar em um cavalo aos 12 anos, e foi quando ele sofreu o acidente. Mesmo morando longe, ele pensa em acabar com o homem que destruiu sua vida e o abandonou”, diz Ferrari. Cansada de ver o filho remoer esse ódio, Clarice (Beth Goulart) decide revelar a Artur que Gregório não é seu pai biológico. “É nesse momento que ele vê mais um motivo para se vingar desse homem, já que descobre que não tem mais nenhuma ligação com ele”, comenta a autora de “Vitória”, Cristianne Fridman.

Artur fica sabendo pela mãe que Gregório tem uma filha, Diana (Thaís Melchior), fruto de seu segundo casamento. O rapaz decide, então, seduzir a jovem e fazer com que Gregório sofra ao acreditar que ele teve um romance com a própria irmã. “Essa é a primeira parte do plano que ele criou. Ele vai do amor ao ódio e, se não fizer o que planejou, parece que a vida dele não tem sentido”, comenta Ferrari.

Para Bruno Ferrari, cujo último papel foi o vilão Norberto, de “Balacobaco” (Record, 2012-2013), o paraplégico Artur caminha entre dois mundos. “Ele tem um pouco do vilão e também um pouco do herói e do mocinho dentro dele. A melhor definição é que ele é humano. Ele reage às consequências da vida”, diz. “Na nossa realidade, as pessoas têm qualidades e defeitos. De acordo com a circunstância, aparece mais um lado ou o outro, mas isso não faz a pessoa ser completamente má ou boa”, complementa a autora.

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