De volta às origens da Terra

Sebastião Salgado e Lélia Wanick Salgado participam do Sempre Um Papo no Grande Teatro do Palácio das Artes

iG Minas Gerais | Carlos Andrei Siquara |

Séries. Em Amazônia e Pantanal, Sebastião Salgado fotografa não só a exuberância da fauna e da flora, mas o dia a dia dos habitantes
Sebastiao Salgado
Séries. Em Amazônia e Pantanal, Sebastião Salgado fotografa não só a exuberância da fauna e da flora, mas o dia a dia dos habitantes

Sebastião Salgado durante oito anos percorreu os quatro cantos do mundo, conhecendo regiões de diferentes climas e exuberantes paisagens, que têm em comum a qualidade de se preservarem ainda pouco alteradas pela ação humana. Batizado por ele de “Genesis”, que faz alusão às origens do mundo, o projeto gerou uma grande exposição a ser inaugurada aqui, depois de amanhã, no Palácio das Artes.

Hoje, ele e a esposa Lélia Wanick Salgado, curadora da mostra, conversam com o público no Grande Teatro Palácio das Artes sobre esse longo e impressionante percurso, a convite do Sempre Um Papo.

Vista em outros países, a exemplo de Inglaterra, Itália, Canadá, França e Suíça, “Genesis” chega a Belo Horizonte após ser montada em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. O conjunto apresenta 245 imagens, divididas em cinco seções: Amazônia e Pantanal; África; Planeta Sul; Santuários e Terra do Norte.

Salgado clica, assim, desde a diversidade da fauna e da flora a etnias que habitam o Pantanal e o entorno do rio Xingu; a vida nômade de povos do continente africano; lugares paradisíacos das ilhas de Galápagos e Madagascar; até as porções mais frias da Terra localizadas no extremos Norte e Sul, como o Alasca e a Antártica.

Um dos nomes mais importantes da fotografia contemporânea, o mineiro vem defendendo esse trabalho como uma maneira de chamar atenção para o valor da natureza. Sua ideia é sensibilizar as pessoas para a necessidade de se lutar pela manutenção do equilíbrio do meio ambiente, que sofre a ameaça constante do desenvolvimento predatório.

Iniciada em 2004, a realização de “Gênesis” aproximou Salgado de outros gêneros da fotografia pouco explorados em sua trajetória. O registro de animais, que ali aparecem em cenas curiosas, é um deles. A iniciativa representa também o seu terceiro envolvimento com assuntos de interesse global. Entre 1986 e 1992, ele produziu “Trabalhadores”, e entre 1994 e 1999, “Êxodos”, nos quais aponta as consequências das mudanças nas sociedades.

Agenda

O quê. Sempre Um Papo com Sebastião Salgado e Lélia Wanick Salgado

Quando. Hoje, às 20h

Onde. Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena. 1537, centro)

Quanto. Entrada franca

Saiba mais

O projeto que levou à exposição deu origem também ao livro “Genesis” (Taschen, 520 págs., R$ 199), publicado no ano passado. Mais recente é o título “Da Minha Terra à Terra” (Companhia das Letras, 176 págs., R$ 24,90) , no qual Salgado narra episódios de sua trajetória, além dos bastidores de viagens.

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