EUA vigiam rostos em redes sociais para achar terroristas

Material é usado para identificar suspeitos de terrorismo

iG Minas Gerais | Da redação |

Vigilância. 
Sistema de espionagem da NSA foi revelado por Edward Snowden (no telão)
Jack Plunkett
Vigilância. Sistema de espionagem da NSA foi revelado por Edward Snowden (no telão)

A Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) tem milhões de imagens faciais de pessoas ao redor do mundo a partir de dados interceptados por seu sistema de vigilância global, revelado no ano passado pelo ex-agente Edward Snowden. Segundo documentos ultrassecretos obtidos pelo jornal “The New York Times” esses dados são usados em softwares sofisticados de reconhecimento visual para identificar potenciais ameaças terroristas. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

O uso que a agência faz desse recurso tem crescido de maneira significante nos últimos quatro anos. A NSA recorreu a novos programas para explorar o fluxo de imagens obtidos a partir de e-mails, mensagens de texto, redes sociais e videoconferências. Oficiais da agência acreditam que o método de vigilância pode revolucionar a maneira de buscar alvos de serviços de inteligência no mundo todo.

Diariamente, milhões de imagens são captadas, de acordo com documentos de 2011 vazados por Snowden. “Não estamos apenas atrás de meios de comunicações normais. Estamos falando de um arsenal completo digital que um alvo deixa para trás na rede que nos permite compilar informações biométricas e biográficas para identificar alvos precisamente”, diz um documento de 2010 publicado pelo jornal norte-americano.

O programa identificou 42 suspeitos, muitos deles equivocadamente. Um exemplo dessas tentativas foi a identificação por imagens do terrorista saudita Osama bin Laden, morto em 2011. Quatro homens barbudos apenas com vaga semelhança com o líder da Al-Qaeda foram identificados.

Não está claro quantas pessoas ao redor do mundo ou nos Estados Unidos foram monitoradas pela NSA. Leis federais norte-americanas de privacidade e de segurança nacional não provêm proteção específica para o caso de imagens faciais.

A porta-voz da NSA Vanee M. Vines disse que a agência não tem acesso a bases de dados de imagem de passaportes e documentos oficiais. Ela, no entanto, recusou-se a comentar se a agência acessou imagens em redes sociais que outros meios que não a interceptação de comunicação de suspeitos.

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