Catar nega irregularidades em candidatura para Copa de 2022

Jornal britânico The Sunday Times revelou denúncia de que dirigentes catarianos teriam subornado membros do Comitê Executivo da Fifa

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Joseph Blatter anunciou o Catar como sede da Copa do Mundo de 2022 em 2 de dezembro de 2010
REPRODUÇÃO/FIFA
Joseph Blatter anunciou o Catar como sede da Copa do Mundo de 2022 em 2 de dezembro de 2010

O Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2022, que será realizada no Catar, negou neste domingo qualquer irregularidade na campanha do país para sediar o evento. Mais cedo, o jornal britânico The Sunday Times revelou denúncia de que dirigentes catarianos teriam subornado membros do Comitê Executivo da Fifa para a escolha do país na eleição realizada em dezembro de 2010.

O periódico revelou documentos que comprovariam que cartolas do Catar teriam pago pelo menos US$ 5 milhões, aproximadamente R$ 11,2 milhões, para comprar votos para que o país fosse escolhido como sede do Mundial. O principal alvo da denúncia é Mohamed Bin Hammam, um dos principais agentes do futebol do Catar, que teria atuado em diversas regiões do mundo para comprar apoio.

Em resposta ao jornal, o Comitê do Catar afirmou que Bin Hammam "não tomou parte, oficialmente ou não oficialmente no comitê de candidatura" do país. E afirmou que a entidade sempre foi guiada por altos padrões éticos. "O Comitê do Catar para a Copa de 2022 sempre sustentou altos padrões de ética e integridade em sua bem-sucedida candidatura".

"Nós veementemente negamos qualquer alegação de irregularidade. Nós tomaremos a decisão que for necessária para defender a integridade da candidatura do Catar e os nossos advogados já estão estudando o caso", registrou o Comitê, em nota, ameaçando processar o jornal inglês.

A nova denúncia já chegou a Michael Garcia, norte-americano responsável por investigar casos de corrupção dentro da Fifa. Ele ainda não se manifestou sobre o caso, mas já tinha uma reunião agendada com os membros do Comitê catariano, nesta segunda-feira, em Omã. "Estamos cooperando totalmente com a investigação do Sr. Garcia e continuamos confiantes de que qualquer apuração vai concluir que nossa vitória na eleição foi justa", disse o Comitê do Catar.

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