Salário chega a ser 20% menor

iG Minas Gerais |

O gerente de educação profissional do Senai, Fernando Alcântara, aponta como entrave para a ampliação de vagas femininas na construção civil as obrigações trabalhistas, que preveem, por exemplo, a garantia de concessão de licença-maternidade. Além disso, o “machismo exacerbado”, segundo ele, coloca as mulheres em patamar bem abaixo dos homens, com oferta de salário que chega a ser 20% inferior.

A empreendedora Priscila Ferreira é mais uma a acreditar que o ingresso de mulheres no setor de construção é uma tendência, mas pondera que a aceitação delas ainda não foi devidamente assimilada por muitos marmanjos. “O preconceito ainda é grande, mas, aos poucos, vamos conquistando nosso espaço e provando que podemos competir em pé de igualdade e até mesmo fazer melhor do que eles”, diz.

Apesar das resistências machistas, salários inferiores e da dura rotina, a vaidade feminina continua a imperar, mesmo em ambientes inóspitos e empoeirados, típicos do setor. A servente Simônica dos Santos conta que, mesmo lidando com entulhos de toda ordem, não abre mão de retocar a maquiagem e comparecer ao serviço devidamente produzida. “Me arrumo sempre. Faço chapinha, uso brilho labial e procuro estar sempre bonita. Afinal, a imagem conta muito em qualquer profissão”, diz.

Para Fernando Alcântara, o feudo masculino, nesta e em outras áreas, está com os dias contados. “Os homens que se cuidem. As mulheres já comprovaram que são páreo duro para eles”, alerta. (JR)

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