Futebol a rigor

Já conhece as camisas que vão entrar em campo na Copa do Mundo? Vem conferir as mais lindas!

iG Minas Gerais | Deborah Couto |

Jogo da seleção brasileira em 1914 contra o clube inglês Exeter City
arquivo cbf
Jogo da seleção brasileira em 1914 contra o clube inglês Exeter City

Para o bem ou para o mal, só se fala em Copa do Mundo. É que faltam menos de duas semanas para a competição esportiva mais aguardada dos últimos tempos, pelo menos por aqui. Como nosso assunto é moda, vamos falar do que nos interessa: os uniformes que vão entrar em campo. E sim, eles representam muito mais do que simples roupas que cobrem os jogadores durante aqueles noventa e poucos minutos de performance. Primeiro por seu valor simbólico. “É a maior representação de um time. Mostra sua origem histórica, seu escudo (brasão), e tem variações que fazem grandes revelações”, é o que nos conta o jornalista esportivo Frederico Jota, colecionador que tem 1370 peças. Frederico diz que uma camisa pode ser redesenhada como edição comemorativa para um evento ou temporada especial, e tornar-se assim uma edição histórica. Também ganha estrelas diferentes de acordo com os campeonatos que o time ganhou. Tudo isso torna esse objeto quase um elemento semiótico que, para bom entendedor, pode transmitir mensagens que vão muito além do que nossa vã (e leiga) filosofia pode compreender. “Elas também saíram do gramado para se tornarem roupa do dia a dia. Mostram o gosto das pessoas pelo futebol”, afirma Frederico. Pandora acredita, no entanto, que se não for na academia, no churrasco no fim de semana ou no dia de jogo do seu time, a camisa de futebol deve ficar no armário, ok? Futebol também é fashion Além da porção simbólica, o uniforme de futebol acompanha os desenvolvimentos tecnológicos e a moda. Do fim do século XIX até os anos 80 do século XX as camisas eram feitas de um algodão pesado. “O suor numa camisa dessas a fazia ficar uns dois quilos mais pesada”, conta Jota. Depois os materiais sintéticos passaram a ser utilizados, e hoje eles têm aspecto natural ao toque. “Desde os anos 70 o design também mudou muito. Naquele tempo a roupa era mais justa, e os shorts, mais curtos. Mas os jogadores reclamavam do desconforto”, conta o jornalista. “Com os patrocinadores entrando no esporte, vieram as logos. Nos anos 80 as camisas eram bem coloridas. Já nos anos 90 veio a moda fluorescente. Nessa época também era tudo bem largo”, diz Frederico. Hoje a moda olha para trás e isso reflete no uniforme das seleções. A camisa do Brasil, por exemplo, é um pouco mais ajustada e limpa. Além da fabricante Nike, não temos patrocinadores. A tecnologia, ultramoderna, no entanto, envolve tecido que absorve o suor e “furos” estratégicos para facilitar a transpiração. O escudo é aplicado, não silkado, para ficar mais leve. Há também mensagens motivacionais inscritas no interior da peça. Pandora fez uma enquete com alguns dos nossos colaboradores mais bacanas para saber qual a camiseta mais bonita da Copa 2014. A da França, com pegada bem retrô, ganhou em disparada. “Ela foi inspirada no uniforme da seleção francesa de 1958. Das que vi foi a que mais chamou a atenção pelo design limpo e classudo, além do escudo em destaque”, diz Frederico Jota. Veja nas legendas quais as favoritas do pessoal. 

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