‘Uniforme parece pijama’, diz criador da camisa amarela

iG Minas Gerais | Victor Martins |

Para Aldyr Schlee, a atual camisa da seleção brasileira parece um pijama. Ele critica a gola do uniforme brasileiro e diz que outras equipes têm uma vestimenta mais adequado. Aldyr Schlee criou a camisa canarinho em um concurso no já distante ano de 1953
LEO FONTES / O TEMPO
Para Aldyr Schlee, a atual camisa da seleção brasileira parece um pijama. Ele critica a gola do uniforme brasileiro e diz que outras equipes têm uma vestimenta mais adequado. Aldyr Schlee criou a camisa canarinho em um concurso no já distante ano de 1953

O fim de semana será diferente para Belo Horizonte e para Aldyr Schlee, o criador da camisa canarinho da seleção brasileira. O responsável pela criação do ícone nacional está na capital mineira para ser homenageado pelo Festival de Cinema de Futebol (Cinefoot).

Na passagem pela capital, Aldyr aproveitou para criticar o modelo que vai ser usado por Neymar e companhia na busca do hexa. O criador da camisa canarinho diz que a seleção brasileira vai jogar de “pijama”.

“A camisa está dentro do padrão, mas é péssimo o modelo escolhido, por conta da gola. É pobre, e aquela gola em Y verde remete a um pijama, não a uma camisa de futebol. E olha que a mesma fornecedora faz camisas para outras seleções; veja a dignidade das camisas de Inglaterra e Holanda, por exemplo. São modelos sucintos”.

A estreia da marcante camisa amarela foi há 60 anos, mesmo tempo em que Aldyr não vinha a Belo Horizonte. Em 1954, ele ainda era estudante e esteve na capital para uma palestra.

“Estou plenamente convicto de que o mérito que tive ao ganhar o concurso em 1953 foi relativo. Serviu para passar a bandeira para o novo uniforme. Era uma exigência do regulamento. Depois, quem se encarregou de tornar isso algo extraordinário, consagrado, foram os craques. Eles é que transformaram a camiseta canarinho num símbolo do país”, disse o desenhista, que venceu um concurso realizado pela antiga Confederação Brasileira de Desportos e pelo “Correio da Manhã”, um jornal carioca.

IMAGENS. Com pijama ou não, o importante é Neymar ganhar destaque no álbum particular de Aldyr. Desde 1950, ele desenha os jogadores, os lances dos jogos e destaca o craque da Copa. “Meu álbum particular já está pronto. Falta agora começar os jogos para fazer os desenhos”, disse o gaúcho, que se diz torcedor do Uruguai, mas, em 2014, vai abrir uma exceção e também torcer para o Brasil.

Papagaio papal

Profeta da última Copa do Mundo, o falecido polvo Paul já tem um substituto. E com a bênção do papa Francisco. Trata-se do papagaio Amor, que ficou famoso por pousar na mão do pontífice em plena praça São Pedro, no Vaticano, em janeiro. A ave fará previsões dos resultados de jogos do Mundial no Brasil. A emissora de televisão italiana Rai irá exibir os palpites do papagaio. Amor ficará encarregado de escolher, num minicampo de futebol, entre as bandeiras de duas equipes que se enfrentarão.

Valcke paz e amor

Já instalado no Brasil para a Copa do Mundo, o secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou ontem que “a febre da Copa do Mundo está tomando conta” do Brasil. “Tive a chance de dar uma olhada no crescente entusiasmo com o Mundial e nas ruas, que começam a ser decoradas como manda a tradição”, afirmou o dirigente. Ao canal Fox Sports, Valcke afirmou que um de seus filhos mora no Rio há cerca de um ano e nunca teve problemas com a segurança. “Ele nunca se sentiu inseguro nenhum minuto, desde que está no Brasil”.

 

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