Caloteiro perderá o carro para o banco em menos tempo

A ordem é melhorar o crédito para aumentar as vendas

iG Minas Gerais |

Solução. Concessionárias têm ritmo mais lento de vendas
ALEX DE JESUS – 17.01.2013
Solução. Concessionárias têm ritmo mais lento de vendas

Brasília. O governo está estudando ações para reanimar os níveis de concessão de crédito e aumentar as vendas de carros novos no país. Para essa engenharia financeira, deve apresentar um projeto de lei que garanta mais agilidade aos processos judiciais de retomada dos veículos financiados pelas instituições financeiras.  

O modelo para as novas regras é o mercado imobiliário, que tem uma lei específica garantindo processo mais rápido para a retomada do bem. O projeto de lei define novos procedimentos judiciais para encurtar o caminho até a devolução efetiva do bem dado em garantia ao financiador. São tratadas questões como limite de tempo máximo para a citação do consumidor inadimplente e localização do veículo, além de questões sobre de quem é a responsabilidade pelos impostos vencidos.

O índice de retomada dos veículos é, atualmente, de 20% dos casos de inadimplência. Mas os bancos levam, em média, dois anos para concluir o processo de retomada dos veículos. A alteração na lei ajudaria a desamarrar o processo. “Hoje leva dois anos, o carro vem com imposto vencido e, como resultado, a regra do crédito é mais restrita para veículos”, disse uma fonte do governo.

As medidas do governo, que também incluem a criação de um fundo, tentam impulsionar a retomada das vendas de veículos no mercado interno e externo. Duas tentativas recentes foram malsucedidas. Não deu certo, até aqui, a criação de uma linha de crédito para garantir as exportações à Argentina, principal mercado do setor automotivo brasileiro, que vive uma crise cambial desde o fim do ano passado.

Outra tentativa foi usar R$ 1 bilhão do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) como mecanismo de aval às operações ao país vizinho. Para isso, seria necessário alterar a legislação para dar ao FGE a possibilidade de garantir operações acima de 360 dias de prazo de pagamento. Mas os bancos financiadores não mostraram interesse em operar essa linha.

Fabricantes de ônibus pressionam a presidente

Brasília. Depois de conseguirem a aprovação, pelo Congresso, de uma reformulação no sistema de licitação de linhas de ônibus interestaduais, fabricantes desses veículos e companhias transportadoras de passageiros preparam para os próximos dias uma força-tarefa para pressionar a presidente Dilma Rousseff a não vetar a proposta. “É um assunto que os produtores estão buscando há muito tempo”, resume José Martins, vice-presidente da Marcopolo e à frente da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus. Na última quarta-feira, a Câmara aprovou emenda que modifica a delegação do serviço do sistema de permissão para autorização. O objetivo é acabar com disputa judicial que se arrasta desde 2008 e que tem prejudicado encomendas dos fabricantes.

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