O búfalo

iG Minas Gerais | Victor Martins |

Gilberto Alves, Gil, ou então Búfalo Gil. Não importa. Todos os nomes servem para descrever o ponta-direita que nasceu em Nova Lima, na véspera do Natal de 1950. Foi no Cruzeiro que ele começou a carreira, do juvenil ao profissional. A projeção, porém, veio com a camisa do Fluminense, como ponta-direita da equipe apelidada de “Máquina Tricolor”. Das Laranjeiras para a seleção foi apenas questão de tempo.

Apesar de ter sido convocado para a Copa do Mundo de 1978, foi no Torneio Bicentenário dos Estados Unidos, disputado dois anos antes, que Búfalo Gil teve seu grande momento com a camisa canarinho.

O Brasil ganhou aquele torneio amistoso, e Gil conquistou todos os prêmios individuais possíveis. O ponta-direita da seleção foi artilheiro, com quatro gols, e também o melhor jogador. A competição teve participação ainda de Inglaterra, Estados Unidos e Itália. A seleção brasileira venceu os três adversários e, no último jogo, fez 4 a 1 sobre a Itália, assim como na final de 1970. Gil marcou dois gols na decisão.

Apesar de ter o nome ligado ao Fluminense, Búfalo Gil era jogador do Botafogo quando foi disputar a Copa do Mundo. Das sete partidas do Brasil naquele Mundial, o ponta mineiro jogou em todas, sendo titular em seis. Mas não fez gols.

A convocação para a Copa, inclusive, foi uma resposta. Para muitos torcedores, Gil não era apenas uma “criação” de Rivellino, com quem jogou no Fluminense. Ao ser lembrado por Cláudio Coutinho para a Copa na Argentina, Gil estava havia dois anos no Botafogo, portanto dois anos sem jogar com um companheiro que foi importante em sua trajetória.

Família. Filho de um torcedora do Fluminense, Gil também torcia para o clube carioca quando criança. Para ajudar a mãe na disputa com o pai, que era flamenguista

Treinador. Logo depois de largar a carreira de jogador, Búfalo se tornou treinador. Mas o sucesso dos gramados não se repetiu e não durou bastante

Perdido. Numa das primeiras partidas pelo Botafogo, ele marcou dois gols contra o Fluminense. Por conta da ligação com o ex-clube, o atacante não soube como comemorar

Veloz, forte e rompedor Apenas “Gil” no começo de carreira, a incorporação do apelido Búfalo veio por conta do estilo de jogo. O ponta-direita era muito veloz, forte e rompedor. Não foram poucas as vezes em que ele superou os zagueiros usando o corpo para jogá-los no chão. A facilidade para chutar com as duas pernas também ajudou bastante na carreira do mineiro, que rodou por muitos clubes brasileiros e europeus. Aqui, os mais tradicionais foram Cruzeiro, Fluminense, Botafogo, Corinthians e Coritiba. Fora do Brasil, ele defendeu o Real Murcia, da Espanha, e o Farense, de Portugal. O clube português, aliás, foi o último que o teve como jogador e o primeiro a recebê-lo como treinador.

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