ATV é opção para lazer ou trabalho

Honda lança nova geração do TRX 420 Fourtrax de olho no crescimento do mercado rural

iG Minas Gerais | Eduardo Rocha |

Apesar de a Honda de estar de olho na aplicação agrária, apenas um terço dos ATV acaba no campo
Honda/Divulgação
Apesar de a Honda de estar de olho na aplicação agrária, apenas um terço dos ATV acaba no campo

Quadriciclo no Brasil sempre foi – e ainda é – visto como um instrumento de lazer. Como não pode andar em vias públicas nem ser emplacado, fica praticamente restrito a passeios fora de estrada, como ocorre com motocicletas off-road. Só que a Honda vislumbra um mercado bem maior, com aplicações em agronegócios. E para isso aposta na nova geração nacional de seu modelo, o TRX 420 Fourtrax. A marca espera convencer proprietários rurais da praticidade de se utilizar um ATV – abreviatura de All-Terrain Vehicle, ou veículo para todo o terreno. Ainda mais que o TRX 420 de terceira geração teve suas características de utilitário destacadas.

O chassi de berço duplo foi reforçado e apresenta 20% a mais de rigidez. O motor ficou mais forte – agora tem 26,9 cv e 3,4 kgfm. Outras mudanças também privilegiam o uso no campo, como o farol mais forte – passou de 30 W para 35 W – e a carenagem em plástico moldado montada em partes, para baratear e facilitar a troca.

Na frente, o quadriciclo usa freios a disco, suspensão independente com triângulos sobrepostos e sistema de tração com um diferencial. Já na traseira, buscou-se privilegiar a dirigibilidade e a estabilidade no caso de se tracionar um implemento. Ali, é monoamortecida, com tração e freios a tambor diretamente no eixo, sem diferencial.

Preços

Ainda que a versão FM, com sistema 4x4, responda por mais de 96% das vendas, a Honda vai manter em produção a configuração 4x2 TM. A principal função, no entanto, é servir de chamariz pelo preço mais em conta: custa R$ 18.890 enquanto a FM sai por R$ 20.990. A marca japonesa espera vender 6.000 unidades em 2014.

Impressões

Pela semelhança na posição de pilotagem, a tendência é tratar um quadriciclo como uma moto “desajeitada”. E não é nada disso. As técnicas de pilotagem são bem específicas.

Para começar, o acelerador é como o de uma motocicleta aquática, com uma alavanca abaixo do punho direito. Os manetes controlam os freios dianteiro e traseiro. A marcha é feita por uma alavanca controlada pelo pé esquerdo. Também do lado esquerdo fica o acionamento das trações 4x2 e 4x4. Quando a tração integral está acionada, o controle sobre o ATV fica mais pesado.

Ao pilotar, é preciso fazer contrapeso em todas as curvas. O piloto deve se projetar para a parte interna da curva, embora o quadriciclo “jogue” o corpo de quem conduz para fora. Essa tendência piora no caso com eixo traseiro bloqueado, que não compensa a diferença de raio na trajetória da roda de dentro e a de fora do contorno. Nas rampas, os movimentos são mais parecidos com o de uma trail, com o peso apoiado na frente nos aclives e atrás nos declives. Nas valas e ressaltos, o melhor é ficar de pé, com os joelhos levemente dobrados, para reduzir os impactos na coluna.

Todo esse deslocamento promove um exercício bastante exigente. Não é aconselhável imprimir velocidades altas, pois a estabilidade é um tanto precária.

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