Ato de "black blocs" no Rio termina com uma pessoa ferida

No final do protesto, na região da Cinelândia, um grupo de manifestantes teve um desentendimento com um homem apontado por eles como policial militar infiltrado

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Cerca de 300 "black blocs" complicaram o trânsito na região central do Rio de Janeiro entre o final da tarde e a noite desta sexta-feira (30) durante um ato do grupo contra a Copa do Mundo. O grupo se dividiu em duas passeatas e começou a dispersar por volta das 21h. Apesar de não ter registrado grandes tumultos, uma pessoa ficou ferida.

Os manifestantes se concentraram na Cinelândia ainda à tarde e seguiram em passeata até a prefeitura, onde se concentrava um protesto de professores. O movimento do grupo assustou pessoas e fez com que algumas lojas fechassem as portas. Eles chegaram inclusive a correr na tentativa de despistar policiais militares que acompanham o ato.

No início da noite, os docentes anunciaram em jogral o fim do ato e agradeceram o apoio dos "black blocs". Já a polícia iniciou um movimento para revistar os manifestantes, o que fez os "black blocs" deixarem o local, seguindo uma parte para a Central do Brasil e outra a Cinelândia, onde o grupo havia se concentrado.

Os manifestantes então saíram correndo intercalando o fechamento de vias. Em vários momentos, o grupo caminhou no meio do fluxo de carros, complicando o trânsito. A policia tentava impedir a movimentação fazendo revistas sempre que os manifestantes avançavam. A cada revista um aglomerado de câmeras fotográficas e ativistas se formava em torno.

No final do protesto, na região da Cinelândia, um grupo de manifestantes teve um desentendimento com um homem apontado por eles como policial militar infiltrado. Os "black blocs" tentaram impedir que ele fizesse imagens da manifestação, o que acabou provocando um tumulto. O suposto policial infiltrado atingiu dois socos em um rapaz, que desmaiou.

Enquanto o rapaz era socorrido por outros manifestantes, policiais militares fizeram um cordão separando o agressor do grupo. Minutos depois, uma outra pessoa se aproximou e retirou o homem do local. Os dois correram até um carro sem que a polícia tentasse impedir.

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