PM do Rio libera bala de borracha em protestos na Copa

Munição estava proibida desde outubro do ano passado, por conta de denúncias de violência policial

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

A Polícia Militar do Rio está autorizada a usar balas de borracha em manifestações de rua durante a Copa do Mundo, disse nesta sexta-feira Roberto Alzir, subsecretário estadual de Grandes Eventos, ligado à Secretaria de Segurança. Em outubro, após denúncias de violência policial na repressão a protestos, o comando da PM havia proibido o uso da munição de borracha.

"Não há restrição ao uso de balas de borracha no Rio", afirmou Alzir em entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR). No entanto, de acordo com boletim interno da PM assinado pelo comandante da corporação, coronel José Luís Castro Menezes, a munição de borracha não deve ser utilizada "sob nenhum pretexto". A determinação teve efeito: desde outubro, a PM deixou de usar o temido armamento em manifestações.

Indagado pela reportagem sobre a norma, Alzir primeiro negou que ela exista. Depois, no fim da entrevista, ele voltou ao tema e afirmou que se tratava apenas de "uma orientação, uma estratégia" do coronel Castro. Para Alzir, o recurso seria usado em "quase último caso".

"Fica sob análise da PM a conveniência ou não da utilização. A ideia do uso da força é ser sempre gradual e a bala de borracha está bem próxima do armamento letal. A PM procura usar um escalonamento até chegar ao uso dela, que não tem sido necessário. Mas num cenário mais agudo e mais complexo, que esperamos não encontrar durante a Copa, não haveria impedimento legal para o uso de balas de borracha", esclareceu.

EXÉRCITO - Alzir e o delegado federal Anderson Bichara, coordenador do CICCR, anunciaram que a presidente Dilma Rousseff já autorizou o uso das Forças Armadas no policiamento ostensivo durante a Copa. Os militares devem acompanhar o deslocamento da seleção brasileira no domingo, de Teresópolis para o Aeroporto do Galeão, além de policiar pontos turísticos, hotéis e rotas de delegações. Exército, Marinha e Aeronáutica colocaram 5.700 homens à disposição do governo do Rio, que terá o reforço de 2 900 PMs recém formados.

"A Copa é um evento que não pode parar. As medidas necessárias serão adotadas para controlar as manifestações, dentro da técnica e do diálogo possível. Se descambarem para a violência, a polícia está apta a usar a força necessária. Teremos a maior operação de segurança da história do Rio", disse Alzir.

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