Delegado da Conmebol estava atrás do gol e não viu defesa do "Santo"

De acordo com Dário Goes, ele só entendeu que Victor impediu o gol adversário quando viu a bola sair de lado e a torcida alvinegra "explodir" de emoção no estádio Independência

iG Minas Gerais | VICTOR MARTINS |

Três metros. Essa era a distância que Dário Goes estava do goleiro Victor na noite de 30 de maio de 2013. Apesar de estar tão perto do goleiro, o delegado da Conmebol não viu o pênalti defendido pelo camisa 1 do Atlético. Representante da entidade sul-americana em todos os jogos internacionais realizados no país, Goes descreve como sensacional o que aconteceu naquela noite, no Independência.

O delegado da Conmebol fica em uma cadeira atrás do gol, na frente da entrada para os vestiários. Com certeza, muitos atleticanos gostariam de estar naquele local, tão próximo do goleiro que se tornou o Santo do Horto. Como estava trabalhando, Dário manteve a postura de sempre e permaneceu sentado. Por conta das placas de publicidade, ele não conseguia ver uma parte da grande área, a linha do gol, inclusive.

“Não demonstro emoção. Tanto que as pessoas do lado se levantaram para ver a cobrança do pênalti e eu continuei como estava. Vi apenas a bola saindo para o outro lado e todo o estádio comemorando. Só fui ver que ele defendeu com o pé no dia seguinte, pela televisão”, conta Dário Goes, que é potiguar e diz não torcer para nenhuma equipe.

“Não tenho nenhum time de coração, mas obviamente que torço para as equipes brasileiras durante a Libertadores. Sempre é bom ver um time do Brasil vencer a competição. Claro que eu estava na torcida pelo Atlético, mas assim como torço para todos os outros brasileiros que disputam a competição”.

Apesar de ser neutro no quesito torcedor, Dário revela que não teve como não se emocionar com aquele momento. “Um pênalti marcado aos 47 minutos do segundo tempo, é claro que a primeira coisa que vem na cabeça é que vai ser gol. Mas o que aconteceu no Independência foi sensacional”.

Mesmo não sendo torcedor do Galo, Dário teve um privilégio para poucos. Como é funcionário da Conmebol, ele esteve presente nas sete partidas que o clube alvinegro disputou como mandante na Copa Libertadores do ano passado, talvez a pessoa fora de campo mais próxima de Victor. E ainda assim não foi o suficiente para ele ver, ao vivo, o milagre de São Victor no Horto, mas foi capaz de sentir. “A explosão da torcida foi emocionante”.

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