Pratos executivos

iG Minas Gerais |

acir galvao
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É simpático o bistrô São Jorge, na avenida Prudente Morais, um pouco antes da subida rumo à barragem Santa Lúcia. Aberto na hora do almoço, coisa rara e valiosa para quem tenta alternativas à comida a quilo, o único problema é a dificuldade de estacionar em frente. Mas isso já virou regra geral na cidade, então o negócio é procurar alguma ruazinha do Santo Antônio ou da Vila Paris, distante da região comercial. Umas dez mesas, não mais, a presença do chef, que também é o proprietário, e a atenção de duas ajudantes garantem serviço imediato e gentil. Não há muita liberdade de escolha, mas as opções oferecidas pareceram-me suficientes e capazes de contemplar a maioria dos gostos. A refeição executiva inclui saladinha gostosa e bem temperada, o prato principal e uma sobremesa. Gasta-se na faixa dos R$ 30, saindo com total sensação de justiça. Provei numa visita as almôndegas ao molho de tomate, preparadas com delicadeza e esmero, tempero preciso e leve, nenhum excesso de acidez, sugo encorpado e saboroso, purê de batata sedoso e gostoso, arroz e feijão, idem. Noutra oportunidade, conferi a tilápia grelhada, que também estava ótima. Outra opção à comida a quilo encontrei no Belvedere, perto da Lagoa Seca e ao lado do Djalma. A exemplo deste, os preços do Un’Altra Volta sinalizam que ali o mercado não é de classe média, mas sim de elite. Em vez de R$ 30, gasta-se em torno de R$ 50 a R% 60 por cabeça. Assim como no São Jorge, a escolha é resumida, o preparo cuidadoso e o atendimento eficiente. Algumas opções de grelhado, na companhia de arroz, feijão ou uma pasta, mais dois ingredientes como vinagrete, farofa ou legumes. Tanto o bife alto de picanha quanto o filé mignon vieram saborosos, no ponto pedido de grelha. Ovinho frito gema mole, sem erro, completou a refeição. De sobremesa, um tiramisù fofinho, com um pouco menos de gosto de café e marsala que o meu preferido. E bem caro, a dezesseis pratas a porção. Como já disse em outros artigos, muitas vezes come-se de modo equivalente, pagando preços bem diferentes. Até certo ponto isso se explica pelo ponto. Então, o maior reparo ao preço dobrado do Un’Altra Volta refere-se ao azeite sofrível. Isso não pode ser admitido em um bistrô de elite! Aliás, o azeite do São Jorge é bem melhor...

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