Jiu-jítsu será ‘arma’ da Rotam no Mundial

iG Minas Gerais | Bernardo Miranda |

No (CICC), forças de segurança monitoram imagens geradas por 1.378 câmeras
Lincon Zarbietti / O Tempo
No (CICC), forças de segurança monitoram imagens geradas por 1.378 câmeras

Faltando menos de 15 dias para o início da Copa do Mundo, a Polícia Militar intensifica os treinamentos para capacitar os agentes que serão responsáveis por garantir a agilidade das delegações e que vão atuar contra manifestantes violentos durante os protestos contra a competição. Quase 300 militares participam nesta semana de cursos realizados no Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) voltados para a ação durante os 30 dias de Mundial.

Enquanto a reportagem de O TEMPO percorria a sede da Rotam, no centro da capital, dois grupos se dividiam em treinamentos distintos. No pátio externo, militares e guardas municipais pilotavam motos entre estreitos espaços limitados por dois cones. Eles serão os batedores responsáveis por deixar pista livre para os ônibus das seleções. Já dentro do ginásio poliesportivo do batalhão, outra turma rolava em um tatame improvisado para o treinamento de jiu-jítsu. A técnica da arte marcial está sendo ensinada a todos os militares da Rotam que vão atuar durante as manifestações. A ideia é capacitar esses agentes a conterem manifestantes violentos e conseguir algemá-los e retirá-los do meio da multidão em menos de um minuto, sem provocar nenhuma lesão no suspeito.

“Queremos fazer a imobilização e algemar o suspeito da forma mais rápida possível, garantindo a integridade física dele e também do policial militar. Por isso é que buscamos essas técnicas e estamos repetindo exaustivamente para que os militares estejam aptos para atuar nas manifestações”, afirmou o coordenador do curso, capitão Sérgio Fernandes.

Durante o treinamento, houve simulações tentando recriar o mesmo ambiente que será encontrado pelos policiais durante os protestos. Bombas de gás lacrimogêneo foram usadas, e parte dos policiais encarava o papel de manifestantes e tentavam dificultar a prisão por parte dos agentes testados.

MG já tem seu ‘Big Brother’

O governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, apresentou nessa quinta as instalações do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Localizada na Cidade Administrativa, a estrutura permite que profissionais de mais de 40 órgãos públicos acompanhem o que acontece nos principais pontos de Belo Horizonte e da região metropolitana. São 1.378 câmeras já instaladas, e o governo gastou cerca de R$ 2,3 milhões para montar toda a estrutura, em funcionamento desde o ano passado. Segundo o governador, o Centro Integrado atende as exigências da Fifa, mas tem “padrão Minas Gerais”. “É um aparato feito com tecnologia, com um sincronismo muito grande, uma soma de esforços, tudo para dar mais segurança”, disse. O investimento feito vai ser mantido depois do Mundial. “Vai permanecer, vai ser realocado para a Gameleira. Levando todo o aparato, todo o equipamento. E incorporando, sempre, as novas tecnologias, que cada vez mais trazem melhores condições de efetividade no trabalho policial”.

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