Lygia Clark em alta nos EUA

Obra da artista foi arrematada em leilão da Sotheby’s por mais de US$ 1 milhão

iG Minas Gerais |

Recordista. Obra “Bicho-em-si-md (Nº IV)” foi recordista em leilão da Sotheby’s
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Recordista. Obra “Bicho-em-si-md (Nº IV)” foi recordista em leilão da Sotheby’s

Embalada pela exposição histórica de sua obra em cartaz no MoMA de Nova York, Lygia Clark (1920-1988) atingiu na noite de anteontem o maior valor entre as obras vendidas no leilão de arte moderna e contemporânea latino-americana da Sotheby's, em Manhattan. A escultura “Bicho-em-si-md (Nº IV)”, de 1960, com preço estimado entre US$ 400 mil e US$ 600 mil, acabou arrematada por US$ 1.169.000.

Os tradicionais leilões de arte latino-americana de primavera ocorrem em dois dias nas três principais casas do ramo. Na quarta-feira, a Sotheby's vendeu um total de US$ 15.142.875 milhões – depois de Lygia, os trabalhos mais valiosos foram “Grafismo Infinito” (1937), do uruguaio Joaquín Torres-García (US$ 1,025 milhão), e “El Muchacho del Violón” (1990), do mexicano Rufino Tamayo (US$ 977 mil).

Mira Schendel (1919-1988), outra artista brasileira, também obteve destaque na Sotheby's: tema de uma retrospectiva na Tate Modern, em Londres, no ano passado, ela teve seu recorde mais do que dobrado, com a venda de um objeto gráfico sem título por US$ 845 mil.

A Christie's, por sua vez, arrecadou US$ 17.448.250 em seu leilão latino-americano, também na quarta-feira à noite. A obra mais cara foi de Torres-García, por US$ 1.565.000. Os trabalhos de artistas brasileiros que alçaram as maiores cifras foram “Fachada”, de Alfredo Volpi (1896-1988), arrematado por US$ 581 mil, “Favela”, de Candido Portinari (1903-1962), por US$ 365 mil, e “Palíndromo Incesto”, de Tunga, que atualmente expõe em Manhattan, por US$ 149 mil.

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